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CÁSSIA LIMA

Quem passa na orla de Macapá já acostumou-se com o tapume velho que fica em frente ao píer do Santa Inês. Ele cobre 60% da estrutura construída e abandonada há 6 anos. Mesmo com a falta infraestrutura, o espaço é usado para embarque e desembarque de passageiros e cargas.

O píer tem falhas na estrutura de concreto, não tem iluminação, a fiação é exposta e possui treliças enferrujadas por causa da ação do tempo. Segundo o Corpo de Bombeiros do Amapá, o cais não está liberado para uso.

“No ano passado, houve uma intervenção. E já estamos tomando providências, junto mesmo com a Polícia Militar. O cais não tem condições e nem está liberado para uso”, disse o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Wagner Coelho.   

Homens fazem carregamentos em embarcações através do píer Foto: Cássia Lima

Atualmente, o píer tem o tapume na entrada, mas possui também um portão para passagem de pessoas e cargas. Nesta sexta-feira (12), o portal SELESNAFES.COM encontrou homens fazendo carregamento de alimentos para um navio de passageiros no píer.

“Eu trabalho aqui há alguns meses. E sempre faço essa carga e descarga. Ali na ponta tem uns arames soltos, e, à noite, a iluminação é precária. A marinha sempre fiscaliza os barcos aqui”, disse o carregador Marcos Paulo Santos, de 26 anos.

Obra está abandonada há seis ano Foto: Cássia Lima

O espaço tem um vigia que faz o controle da entrada de cargas. E os donos de pequenas e grandes embarcações acham mais rápido e fácil atracar no píer ao invés de ir para o porto de Santana.

“Os barcos pequenos começaram a atracar aqui e fizemos o mesmo. A gente até esperava que fosse ser um espaço legal, mas, depois de tanto tempo, não temos mais nem esperança”, disse o pescador José Felipe Sena, que atracou seu barco que transporta açaí no local.

Barco estão ancorados no píer Foto: Cássia Lima

A construção do píer começou no dia 21 de junho de 2011, com previsão de conclusão para agosto de 2012. O orçamento inicial era de R$ 8 milhões. Mas, em 2013, o valor já havia sido repassado com mais dois aditivos, num total de R$ 2 milhões. Logo em seguida, a obra foi paralisada.

A obra ainda possui serviços pendentes, como paisagismo, cobertura, construção de bilheterias, parque infantil, restaurante, passarelas, área destinada à Capitania dos Portos, iluminação e mureta, entre outros.

Iluminação no espaço está deficiente Foto: Cássia Lima

A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf) informou que, atualmente, o projeto da obra do píer está sendo reformulado para que os serviços sejam retomados no prazo de seis meses. Em nota, o governo ressaltou que a obra foi abandonada na gestão anterior por falhas na indicação do recurso que não foi aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, a empresa que executava os serviços declarou falência, à época.

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