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OLHO DE BOTO

A Polícia Militar do Amapá prendeu o homem acusado de um homicídio ocorrido em agosto do ano passado, na zona sul de Macapá. A vítima, que teria sido morta durante uma suposta cobrança de pedágio, na verdade morreu durante uma “brincadeira de briga”, esclareceu a polícia.

O crime ocorreu às 9h do dia 5 de agosto de 2017, em uma casa numa área de pontes da 12ª Avenida do Bairro dos Congós. Edilson Brabo Ferreira, o “Macaco”, de 21 anos, teria sido morto ao se recusar a pagar pedágio quando saiu de casa para comprar pão,  segundo informaram pessoas ouvidas pela PM à época do crime.

Nesta segunda-feira (15), no entanto, depois que a PM localizou o acusado em um imóvel onde morava com a esposa na Avenida Laranjeiras, no Bairro Brasil Novo, surgiu outra versão contada pelo próprio acusado.

“Passaram a noite toda bebendo na companhia de umas mulheres, e decidiram brincar de briga onde só tinha uma regra: não podia bater no rosto”, comentou o delegado Ronaldo Coelho, chefe da Delegacia de Homicídios de Macapá, para onde o criminoso foi levado após a prisão.

Segundo o delegado, a brincadeira fugiu do controle. O acusado teria expulsado Macaco de sua casa, mas ele não obedeceu à ordem.

“Pegou uma faca e mandou ele (Macaco) sair. Como ele não quis, pagou com a vida”, acrescentou o delegado.

Brincadeira fugiu do controle. Fotos: Olho de Boto

Sílvio Luiz Costa de Oliveira Filho, de 26 anos, o “Quinho”, desferiu apenas uma facada no peito de Macaco. A violência do golpe foi impressionate, diz a polícia.

“Eu não estava lá, mas dizem que a faca atravessou a vítima e ficou encravada na parede de madeira. Tiveram que fazer força para retirar a vítima da parede e depois ele jogaram a faca no lago”, revelou o delegado.

Quinho está com a prisão preventiva decretada. Ele vinha sendo procurado pela Polícia Civil, mas sempre se mudava de residência quando desconfiava que a polícia estava chegando perto.

Ele também é fugitivo do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), onde cumpria pena por roubo.

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