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CÁSSIA LIMA

O cantor amapaense Rafael Esteffans, de 34 anos, faz sucesso nas redes sociais e nos palcos com uma carreira sólida de 17 anos. Ele atingiu ainda maior notoriedade nos últimos meses, com o videoclipe da música “Deixa o corpo falar”. Em 9 meses, o trabalho com mega produção já atingiu quase 13 mil visualizações no Youtube.

O videoclipe é genuinamente amapaense. Foi gravado pela produtora Sansi Filmes, com uma proposta inspirada em divas como Lady Gaga e Beyoncé. Além do ritmo marcante, o figurino chama a atenção.

Rafael Esteffans, que é sociólogo por formação, contou detalhes da produção do clip e da sua carreira para o portal SELESNAFES.COM.

Como foi o início da sua carreira?

Eu comecei cantando na igreja. Numa banda chamada “Amém”. E depois fui para a onda do brega, quando o Calypso estourou. E aí, só depois que fui para a minha linha, que é mais o pop. Porém, aqui em Macapá eu faço mais o chamado baile, que são shows toca tudo.

Viver de música sempre foi um sonho?

Sim. Acredito que é o que todo artista almeja. Aqui em Macapá tem um público que ouve de tudo, então, isso ajuda. Para mim, a música inspira, transcende e emociona.

O seu alvo é o público LGBT?

Não. Por incrível que parece, não. Quando eu trabalhava em algumas bandas eu não trabalhava meu nome. Desde esse período eu sempre cantei para o público em geral. Pelo fato de eu ser um LGBT, eu acredito que muitos lugares e pessoas acabaram me identificando assim, mas, assim, meu público não é formado só por LGBT. 

Rafael Esteffans utilizou toda a mão de obra local para trabalho Foto: Divulgação

O vídeo está chegando a 13 mil visualizações, como foi essa produção?

A produção ficou com a Sansi Filmes, que é uma produtora de Cuiabá, mas que tem estúdio no Amapá também. O figurino, os bailarinos e a logística são genuinamente amapaense. O clip é produção do Jhonatan Silva. E, assim, nós fizemos uma semana intensa de ensaios com os bailarinos. Foram dois dias de gravação, que ocorreu em uma choperia e no estúdio. E muita preparação para tudo isso acontecer.

Qual a inspiração para os figurinos do videoclipe?

Os figurinos foram obra do talentosíssimo Rony Alencar. Ele se inspirou em divas pops, como Lady Gaga, Beyoncé. E a proposta era trazer uma batida universal com a mistura do reggaeton. A ideia era trazer a música e a produção que estão rolando internacionalmente aqui para o Amapá.

Quais as críticas que você ouve sobre o clip?

Muita gente elogiando e compartilhando, inclusive, Brasil afora. Tem gente que acha que eu não gravei aqui. Mas, ele é, sim, todo feito no Amapá. Gerou renda aqui e fez sucesso. 

Cantor faz carreira há 17 anos Foto: Divulgação

Com o sucesso, já tem previsão de novos trabalhos?

Sim. Já irei gravar o próximo vídeo, com uma batida de reggaeton, forró e melody, algo como Pablo Vittar. O nome da canção é “Invejinha”, tem a letra do compositor Netto Romano, que também escreveu a “Deixa o corpo falar”, letra do primeiro clip. Fiz a Parada LGBT em Aracaju, fui recentemente para o Rio de Janeiro e vou para Brasília em março. E, agora, tenho shows em Oiapoque e Laranjal do Jari.

Tem EP vindo por aí?

Sim. Eu não gravo CD, mas vou gravar um EP, um álbum com umas seis faixas para mídias digitais. Meu foco é atingir o público pelas redes sociais, ter seguidores e fazer toda a diferença. Eu aprendi nessa última viajem ao Rio de Janeiro que faz toda a diferença alimentar essas mídias e ter a proximidade com os fãs e seguidores.

O cantor atende ao público no Facebook como Rafael Esteffans, no Instagram @rafaelestefans e contato para shows: (96) 99121-5503 e (96) 99208-7609.

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