Empresário assume que dirigia jeep quando engenheiro morreu

Inicialmente, a versão inicial era de que o engenheiro dirigia o carro quando perdeu o controle e capotou
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CÁSSIA LIMA

A história envolvendo a morte do engenheiro florestal Dênis Roberto Vieira de Souza, de 36 anos, ganhou uma reviravolta nesta terça-feira (9). O empresário Gilson Colares Cohen se apresentou à polícia e assumiu que era ele quem dirigia o jeep no momento do acidente que vitimou o engenheiro. A defesa do empresário alega que um defeito mecânico causou o acidente.

O capotamento ocorreu no início da noite do sábado (6), em um circuito particular de rally no Distrito do Coração, na zona oeste de Macapá. O local é um sítio, e Dênis Roberto estava na companhia de amigos do Jeep Club do Amapá que comemoravam um aniversário da presidente da entidade.

A primeira versão era de que ele teria apanhado um veículo emprestado para dar algumas voltas antes de ir embora. Foi quando houve o capotamento. O engenheiro, que estava sem cinto de segurança, estaria ao volante quando foi cuspido para fora do carro e quebrou o pescoço. A morte foi instantânea.

Advogado Maurício Pereira alega que defeito mecânico causou acidente. Foto: Arquivo/SN

Segundo o advogado de defesa do empresário, Dênis Souza pediu o Jeep de Gilson Cohen para dar umas voltas na pista de esportes. Mas, o veículo falhou. Foi então que o empresário decidiu assumir o volante na companhia Dênis.

“Eles não tinham saído nem 100 metros ainda quando o jeep deu uma engasgada e voltou (a funcionar) repentinamente. Voltou com muita força e bateu no barranco e capotou. Aí o Gilson não se lembra mais porque ele ficou atordoado com o acidente e alguém o tirou de lá”, alega o advogado Maurício Pereira.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros confirmou o óbito no local do acidente. De acordo com o advogado, após a tragédia, o empresário sentiu fortes dores de cabeça devido ao problema de esclerose múltipla que sofre.

“Ele me procurou no domingo. Era para o Gilson ter se apresentando na delegacia na segunda, mas ele ainda não estava bem e fizemos na terça”, explicou.

Gilson Cohen cumpre medida cautelar, e está impedido de trabalhar com ouro. Ele é um dos alvos da Operação Minamata, deflagrada pela Polícia Federal no garimpo do Lourenço, em novembro do ano passado. Mas ele, segundo a defesa, não tinha restrições para estar na festa.  

Ele irá responder a um processo por homicídio culposo. E a defesa irá defender a tese de que a tragédia foi causada por uma falha mecânica no veículo.

A família do engenheiro florestal não quer falar sobre o assunto. Pelo menos por enquanto, não existe nenhuma intenção de processar o empresário. Ele e o engenheiro eram amigos. 

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