Engenheiro e comparsa são presos tentando sacar cheque adulterado de R$ 4 milhões

Dupla tentava há duas semanas efetuar operação em agência do Banco do Brasil
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OLHO DE BOTO

Dois homens foram presos na tarde de quinta-feira (18), ao tentar sacar um cheque com o valor adulterado em R$ 4 milhões em uma agência do Banco do Brasil, no Centro de Macapá.

O engenheiro agrônomo Lucas Bazarin Vieira, de 27 anos, e Maurício Vilhena dos Santos, de 34 anos, já estavam na segunda tentativa de realizar o feito. Na semana passada, a dupla havia tentando efetuar a operação em uma agência na zona norte, porém a gerência notou a movimentação suspeita e não havia permitido o saque por um problema na documentação do cheque.

Novamente os dois homens foram a outra agência do banco esta semana, só que dessa vez, ao investigar a procedência do cheque, foi descoberto que o real valor do mesmo é de R$ 67. Ao serem questionados sobre o valor do cheque, um dos homens, Maurício Vilhena dos Santos, ainda tentou sair da agência, porém foi impedido e ambos receberam voz de prisão pela polícia, que havia sido acionada. 

Cheque usado pela dupla. Valor modificado. Fotos: Olho de Boto

Segundo o delegado Anderson Silwan, a dupla contou duas versões do caso. Num primeiro momento relataram que estavam somente fazendo o saque para entregar o dinheiro para outra pessoa. Lucas Bazarin Vieira declarou em depoimento inclusive que receberia uma comissão de R$ 400 mil. Mas, após conversas com os advogados, confessaram o crime.

O engenheiro Lucas Bazarin Vieira tentou ainda, nas duas vezes em que esteve no banco, negociar pagamento para que os gerentes facilitassem o serviço. Ele alegou dificuldades financeiras e que está há pouco mais de um ano em Macapá, procurando trabalho, sendo do estado do Paraná.

Foi encontrado ainda com a dupla um caderno de anotações com três contas nas quais o dinheiro seria depositado.

“Conversando com a polícia de outros estados, percebemos que essa é uma tentativa de crime que está comum contra o Banco do Brasil. No cheque aparentemente ninguém nota nada de errado, conversamos com todos os gerentes e o material é de papel de cheque, eles fizeram uma modificação no valor. Senão tiver atenção, seria um golpe grande”, afirmou o delegado.

Delegado Anderson Silwan: prejuízo poderia ser grande

De acordo com Silwan, há ainda um terceiro indivíduo envolvido no crime, que está foragido. Para o delegado, há indícios de que os criminosos tinham informações privilegiadas sobre a dinâmica interna do banco, pois há todo um procedimento para o saque de altos valores que eles pareciam conhecer. 

Maurício Vilhena dos Santos, o comparsa do engenheiro tem passagem pela polícia por tentativa de homicídio. Os dois responderão por estelionato e por corrupção ativa e podem cumprir pena de até dezessete anos de prisão pelos crimes.

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