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OLHO DE BOTO

Um homem de 33 anos foi executado a tiros na noite desta quinta-feira (11), na zona sul de Macapá. Ele foi surpreendido quando estacionava o carro na casa da namorada, e foi morto dentro do veículo.

O homicídio ocorreu por volta das 23h, na Avenida 13 de Setembro, no Bairro do Trem. Segundo a polícia, Eliabe Henrique Cardoso dirigia um carro Honda Fit.

Tiros foram disparados de fora do veículo. Fotos: Olho de Boto

PM diz que vítima era envolvida em brigas, e por isso tinha vários inimigos. Foto: Reprodução

Ao parar o veículo na calçada de uma casa onde iria descer para encontrar a namorada, dois homens se aproximaram numa motocicleta preta e dispararam várias vezes.

Os tiros acertaram a cabeça e o tórax da vítima, que morreu na hora. A Polícia Técnico-Científica do Amapá (Politec) constatou seis perfurações, sendo duas na cabeça. 

“São tiros efetuados à curta distância e em locais que são sensíveis, como o cérebro. Quando se atira na cabeça, você paralisa todo o movimento da pessoa, diferente de atirar em outras partes do corpo, característico de execução. Os tiros são da esquerda para a direita, ou seja, de quem estava fora do carro”, comentou o perito Odair Monteiro, da Politec.   

Eliabe Cardoso estacionava o carro para encontrar com a namorada dele

Os criminosos fugiram e ainda não foram identificados. Segundo testemunhas, eles usavam capacetes vermelhos, o piloto vestia camisa preta, e o carona uma camisa listrada.

A motivação ainda é desconhecida. O crime de latrocínio está descartado, já que nada foi levado da vítima.

Eliabe Cardoso já tinha cumprido dois meses de prisão no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) pelo crime de lesão corporal.

Segundo a polícia, a então esposa dele, Daiane Patrícia dos Santos Nogueira, de 27 anos, também foi executada a tiros em abril de 2015, na frente da casa dela, no Bairro Jardim Felicidade, na zona norte de Macapá.

Politec constatou que foram seis tiros, dois na cabeça

Daiane Nogueira foi morta a tiros, em 2015

Daiane Nogueira era psicóloga, e prestava serviços no Iapen. Ainda não é possível afirmar se a morte dele tem alguma relação com o homicídio de Daiane Nogueira. 

“Segundo populares e familiares, ele já tinha cumprido pena de dois meses e era muito brigão, tinha alguns inimigos de várias situações”, comentou o tenente M.Coelho, do 1º Batalhão da PM.

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