Mais moderno e com mais assentos, A320 neo pode baixar tarifa no AP

Novo avião aumenta em 1,8 mil o número de vagas para voos saindo do Amapá
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SELES NAFES

A capital do Amapá foi a primeira a receber, na tarde desta quarta-feira (10), um voo da Azul, entre Belém e Macapá, no novo AirBus A320 da companhia, um dos vários modelos adquiridos recentemente pela empresa que está retirando de cena, aos poucos, o Embraer 195. Com a oferta de mais 56 assentos diários para Macapá, a expectativa é de que a tarifa possa ser revista para baixo.

O voo inaugural foi acompanhado pelo prefeito de Macapá, Clécio Luis (REDE), os senadores Randolfe Rodrigues (REDE) e Davi Alcolumbre (DEM), de jornalistas e o presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abea), Eduardo Sanovicz. O avião aterrizou às 14h, no Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre. 

O Air Bus A320 neo é fabricado na França, e possui várias diferenças para os demais modelos. O portal SELESNAFES.COM conferiu. O espaço entre as poltronas, que são de couro cinza, é maior. As telas das poltronas transmitem mais de 40 canais ao vivo de uma operadora de TV via satélite,  e funcionam por touchscreen.

Mais oferta de assentos pode baratear a tarifa

Conector USB para carregar dispositivos móveis

Embraer 195 estacionado em Belém: fim dos voos para o Amapá

O conjunto multimídia individual ainda possui conector (USB), o que permite o carregamento da bateria do celular e tabletes que podem ser utilizados em modo avião.

São 174 lugares, 56 a mais do que o Embraer 195, fabricado no Brasil. Só para sair do Amapá, os passageiros passam a ter 1,8 mil assentos a mais.

“Mais vagas em voo têm um reflexo direto na tarifa, quanto mais ofertas mais viável é a redução da tarifa”, observou o senador Randolfe Rodrigues. 

Senador Randolfe, e, de camisa azul, Eduardo Sanovicz. Fotos: Seles Nafes

Senador Davi prometeu apresentar o projeto junto com Randolfe

Sanovicz elogiou a atuação dos parlamentares na mobilização para tentar reduzir a taxação do Brasil sobre o querosene da aviação, e disse que se o projeto do senador Randolfe Rodrigues tivesse sido aprovado no ano passado pelo Senado, as empresas estariam investindo mais. Apenas um senador do Amapá não acompanhou o voto, o senador João Capiberibe (PSB).

“Estaríamos praticamente alinhados com a aviação internacional. Teríamos trazido o custo da aviação mais para baixo. E estaríamos falando em avanços ainda maiores”, ponderou.

Avião novo é um dos três adquiridos pela Azul

Randolfe é autor do projeto que não teve os 54 votos necessários para que o ICMS do querosene da avião fosse nivelado em 12%. No Amapá, a alíquota é de 25%.  

O projeto será reapresentado. O ideal é baixar o ICMS e aumentar a malha aérea nacional, com mais opções de voos de todas as empresas para o Amapá.

“O Amapá é uma ilha, e a porta de entrada é a aviação. Quando você pauta um projeto dessa importância, você fortalece a economia dos estados mais distantes, por isso é positiva para o Amapá”, defendeu o senador Davi Alcolumbre, que assinará o projeto junto com Randolfe.

Apresentador do Balanço Geral (TV Record), Luis Eduardo, conversa com jovem passageiro que gostou a experiência

Voo inaugural foi no Amapá

O primeiro voo do Air Bus A320 da Azul para Macapá chegou lotado. Foi o segundo voo comercial da aeronave depois de ter sido fabricado.

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