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CÁSSIA LIMA

O Hospital de Emergências de Macapá fez 112 mil atendimentos em 2017. Segundo a direção, muitas ocorrências ainda poderiam ser resolvidas na rede básica de saúde. As cirurgias, principal demanda da unidade, estão ocorrendo sem muitos atrasos, diz a direção.

No segundo semestre de 2017, foram 2,5 mil cirurgias em diversas especialidades, mas a ortopédica ainda é a maior demanda.

“A gente mantém um diálogo aberto com todos. E, assim, com todas as dificuldades que temos aqui, conseguimos avançar nisso. Conseguimos dar uma acelerada nesse fim de ano e a ajuda de anestesistas, cirurgiões e médicos contribuiu para essa redução”, falou o diretor do HE, Waldir Bitencourt.

Rampa do HE já não está lotada Foto: Cássia Lima

A rapidez nas cirurgias deixou a rampa do HE vazia. No início do ano passado, o espaço estava tomado por macas e havia pessoas deitadas até no chão esperando por uma vaga e vez nas operações.

Das 112.389 mil ocorrências de 2017 no hospital, 278 foram de vítimas de arma de fogo, sendo que o maior registro ocorreu em dezembro, com 31 atendimentos. Foram 629 vítimas de arma branca e 371 de violência doméstica.

Aspecto do hospital em dia de atendimento normal Foto: Cássia Lima

Os dados mostram ainda que não houve ocorrências de estupro. Mas, 350 pessoas deram entrada no hospital vítimas de incêndios e queimaduras. O maior registro ocorreu em dezembro, com 42 atendimentos.

No total, foram 815 óbitos registrados, sendo que 19 foram vítimas de acidentes de trânsito.

Diretor do HE, Waldir Bitencourt Foto: Cássia Lima

Vistoria do MP

Diferente do que constatou o MP, na vistoria dia 29 de dezembro, a direção do hospital comprovou que possuía medicamentos para a virada de ano e início de janeiro de 2018. São remédios como soro fisiológico, antipsicotropico e analgésicos.

Segundo o diretor, o HE sempre estará em uma situação mais delicada que os outros hospitais, por causa da procura de atendimento por pessoas que buscam serviço básico até aquelas em situação de emergência.

“Aqui sempre é pior porque as pessoas chegam acidentadas, muito comprometidas com a saúde. Isso é reflexo de um trânsito com problemas, uma cidade violenta e reflete no hospital. O custo do cuidado é muito mais barato e humano que o custo do reparo. Mas precisamos da ajuda de todos”, sugeriu.

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