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CÁSSIA LIMA

O trabalho da Polícia Militar exige muito, mas, quase sempre traz boas recompensas. Exemplo disso aconteceu com o tenente Marcelo Moraes, conhecido pelo trabalho no Policiamento Escolar. Na noite de quinta-feira (18), ele salvou um jovem do suicídio, no Centro de Macapá.

A identidade do jovem de 20 anos será preservada. Ele chegou a escrever uma carta de despedida para a mãe.

O episódio aconteceu na quinta-feira, quando o jovem foi para uma área atrás da Fortaleza de São José, após redigir a carta. A mãe, depois de tomar conhecimento sobre o que se passava com o filho, chamou a polícia.

Tenente é reconhecido por trabalho no policiamento escolar Foto: Arquivo Pessoal

O jovem foi encontrado por uma equipe do 6ª Batalhão da PM. Ele já tinha cortado os pulsos com um canivete e ameaçava pular no rio Amazonas, que estava cheio naquele horário.

“Eu estava de folga, trabalhando no meu projeto social, quando recebi uma ligação do Ciodes [Centro Integrado de Defesa Social]. Eles me disseram que precisavam de mim. A ocorrência era que um rapaz tinha tentado suicídio e que, segundo a mãe dele, ele era fã do meu trabalho”, falou o tenente.

“Quando eu cheguei ao local ele estava agitado. Eu comecei a conversar com ele. Ele se acalmou e fui levar ele em casa”, lembra Moraes. Os ferimentos também foram tratados.

O jovem estuda o terceiro semestre de fisioterapia. O sonho da vida dele é ser militar. Ele chegou a fazer o curso de oficial do Exército, mas, eram apenas cinco vagas, e ele ficou em 8º lugar. Além disso, o rapaz foi abandonado pela namorada, estava sem trabalho e sem perspectivas.

“Ele me contou tudo isso e disse que queria desistir da vida. Eu disse que a vida não é fácil e tudo pode ser resolvido. Contei para ele da minha vida, que antes de eu ser militar, tentei duas vezes passar num concurso e não consegui”, relatou o tenente.

A conversa entre os dois foi longa e com troca de experiências. O militar orientou o jovem a conversar com a mãe, frequentar uma igreja e visitar o quartel do Bope e do 6ª Batalhão da PM. Além disso, o tenente prometeu fazer um acompanhamento social com o jovem.

“Ele tem boa índole, mas foi uma pressão muito grande para ele. É a primeira situação que eu sou abordado assim. Nós, militares, somos um espelho, que é um fardo às vezes. Mas essas situações nos fortalecem e mostram que estamos fazendo o certo”, falou Moraes.

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