Técnico acusado de pedir sexo em troca de cirurgia é solto

A funcionária terceirizada também foi libertada em audiência de custódia. Ambos responderão em liberdade
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SELES NAFES

O técnico de enfermagem e a funcionária terceirizada acusados de vender procedimentos cirúrgicos dentro do Hospital de Emergência de Macapá foram soltos após audiência de custódia, na manhã desta sexta-feira (23). Eles responderão ao processo em liberdade, mas foram afastados das funções.

O delegado Leonardo Brito, da 6ª Delegacia de Polícia, chegou pedir a transformação da prisão flagrante em preventiva, mas o pedido não foi atendido pelo juiz Rogério Funfas.

O juiz avaliou que Aldenora Ferreira dos Santos Machado e Josiney dos Santos, ambos de 41 anos, possuem ocupação lícita, residência fixa e são primários. Josiney, que se identificava como “Ney”, é funcionário concursado.

“Não há outro elemento nos autos que demonstre que a liberdade dos agentes possa ser prejudicial à ordem pública ou aplicação da lei penal”, avaliou o magistrado.

Em um dos áudios, ele deixa claro que se não recebesse o pagamento retiraria o nome da paciente da lista de pessoas que seriam operadas.

Apesar de estarem em liberdade, eles terão de cumprir medidas restritivas, como o comparecimento mensal no fórum a cada dia 23; não poderão se ausentar da cidade por mais de 3 dias sem autorização judicial, e terão de se recolher a partir das 21h.

Também estão proibidos de frequentar bares, boates e outros locais onde exista a comercialização de bebida alcoólica. Eles ainda foram suspensos do exercício da função por tempo indeterminado.

Trecho de conversa onde paciente disse que não poderia ter relações sexuais com o técnico de enfermagem

Uma sindicância instaurada no dia 7 de novembro do ano passado, por ordem da direção do HE, já investigava as denúncias de venda de cirurgias. O técnico de enfermagem era um dos investigados.

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