Secretária diz que existe diálogo, e que Estado não poderia dar mais aos professores

Profissionais da Educação pedem 60% de reajuste, e deliberaram greve.
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CÁSSIA LIMA

“Esse percentual foi o possível diante dos estudos e da lei de responsabilidade fiscal. Não podemos dar mais que isso”, disse a secretária de Estado da Administração, Suelem Amoras, nesta quinta-feira (29).

A gestora falou em entrevista ao portal SELESNAFES.COM, sobre a relação do Estado com o Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Estado do Amapá (Sinsepeap).

Ela questionou a falta de diálogo que o Sinsepeap alega ter com o governo. Segundo a secretária, houve quatro reuniões só no mês de março, nos dias 8, 20, 21 e 22, e ainda existe outras programadas para o mês de abril.

“Temos todas as reuniões documentadas e com as datas dos nossos estudos fiscais. Recebemos as paralisações e a greve com surpresa já que estamos em conversa”, falou.

Segundo Suelem Amoras, a paralisação dos profissionais foi a segunda no prazo de um mês. Ela destaca prejuízos aos alunos da rede pública de ensino.

“Isso causa um prejuízo irreparável para os alunos, já que a reposição dessas aulas não tem o mesmo rendimento das aulas durante a semana”, disse.

Mesmo com o desentendimento e a greve anunciada para quarta-feira (4), a secretária informou que o governo vai manter o reajuste de 2,8%, e continuar as reuniões na Agenda do Servidor.

“Nós estamos avaliando cada ponto. Vamos continuar com o diálogo e cumprindo nossos prazos. O Estado continua à disposição do Sinsepeap”, afirmou.

Os professores pedem uma reposição salarial de 60%, gestão democrática, melhorias na saúde do trabalhador, além de promoções e progressões.

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