Estudantes debatem protagonismo juvenil no AP

De acordo com a organização, encontro é primeiro passo para unificar ações que trabalham com o público jovem
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RODRIGO INDINHO

Na tarde desta segunda-feira (16), aconteceu no auditório do Ministério Público do Amapá (MP-AP), o “1° Debate Sobre Protagonismo Juvenil no Amapá”. O evento foi realizado pelo Parlamento Juvenil Mercosul, com apoio da União dos Estudantes dos Cursos Secundaristas do Amapá (Uecsa), Secretaria de Estado da Educação (Seed) e o projeto Câmara Jovem.

O encontro foi realizado com a finalidade de saber o que cada segmento juvenil está fazendo, de que forma cada um pode ajudar o outro e saber de que forma o protagonismo juvenil está crescendo dentro do Amapá. O intuito é dar importância e relevância para esse segmento: para os jovens que precisam ter visibilidade dentro da sociedade.

Encontro contou com apoio da Uecsa e outros movimentos de juventude. Foto: divulgação

“O protagonismo vem surgindo em todo Brasil. Por todo o país, a gente vê jovens, desenvolvendo projetos, ONGs, tudo em prol de uma sociedade e de um Brasil melhor. E dentro do Amapá a gente está percebendo que nossos jovens estão trabalhando de formas excluídas, cada um em seu canto, onde ninguém se une para discutir e saber o que o outro está fazendo. A gente não tem uma rede que ligue todos esses jovens… Temos a Seed trabalhando dentro das escolas com o protagonismo estudantil, a Uecsa trabalhando com os grêmios, mas tudo no seu particular e ninguém se junta para discutir. Então, esse é o intuito, saber o que cada segmento juvenil está fazendo para saber o que ainda pode ser feito…”, falou Iara Lorrane, uma das organizadoras do evento.

A comunidade jovem em geral foi convidada a participar do evento, mas nesse primeiro momento foi visado pela organização do evento o público de gestores, pessoas que já estão trabalhando, para se chegar a conclusão do que já se tem para saber o que precisa ser feito.

Iara Lorrane: trabalhos de juventude se dão de forma isolada

“Bom, a gente tem que tirar uma conclusão do debate. São muitas pessoas cabeças de vários grupos, a gente pode adquirir várias informações e montar uma teoria desse protagonismo juvenil que muitos vivem, porém não são lembrados… se pensa muito no futuro, mas a política do jovem com o jovem tem que ser vívida no presente”, falou o aluno e participante do evento, Pablo Miranda.

“Aqui, nós conseguimos debater um pouco sobre o que é protagonismo, que não é somente o estudante que está na escola produzindo algo diretamente com o diretor ou professor, e sim aquele estudante que toma para si a responsabilidade independente de ter a ajuda de alguém ou não. O estudante que vai para a rua, que manifesta pelos seus direitos, que faz de si o protagonista… quando o estudante quer manifestar ele é visto como vândalo ou como baderneiro, e quando a entidade vai para a rua dizer que o estudante tem que ser ouvido e que ele tem que fazer parte do conjunto do debate, a gente está mostrando que o estudante pode sim ser ouvido e não somente apedrejado, tendo em vista que ele faz parte de forma regular da sociedade e que ele pode contribuir com suas ideias. Então, quando a gente dá esse poder ao jovem a gente mostra que ele tem que ser ouvido e não esquecido”, falou o presidente da Uecsa, Rehnan Santos.

Pablo Miranda: políticas para juventude no presente

De  acordo com os organizadores, a ideia é que o protagonismo juvenil possa estimular a participação social dos jovens, contribuindo não apenas com o desenvolvimento pessoal, mas com o desenvolvimento das comunidades em que estão inseridos. Dessa forma, o protagonismo juvenil contribui para a formação de pessoas mais autônomas e comprometidas socialmente, com valores de solidariedade e respeito mais incorporados. O que contribui para uma proposta de transformação social.

O encontro teve a interação e entrega de certificados para os participantes. O próximo passo será preparar uma cartilha do que foi produzido dentro desse evento, para se saber onde se deve trabalhar dentro do Estado.

Presidente da Uecsa, Rehnan Santos: jovem tem que ser ouvido

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