Policiais dizem que não farão mais trabalhos de delegados

Agentes e oficiais dizem que foram excluídos da política salarial do governo que teria beneficiado apenas os delegados
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ANDRÉ SILVA

Agentes e oficiais da Polícia Civil do Amapá decidiram que irão deixar de fazer algumas tarefas nas delegacias que eles dizem ser específicas de delegados. Eles protestam contra a política salarial do governo do Estado que, segundo eles, beneficia apenas os delegados.

A decisão foi tomada durante assembleia geral neste sábado (14), na sede do Sindicato dos Policiais Civis do Amapá (Sindpol), no Bairro Santa Rita. O protesto foi batizado de “Operação cumpra-se a lei”.

A pauta principal da assembleia era o projeto de lei do governo que institui o Auxilio Indenizatório por Atividade Jurídica equivalente a 20% dos salários dos delegados. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa (Alap) no último dia 7 de abril.

A presidente do sindicato, Narcisa Ardaci Monteiro, disse que o a lei é um ataque ao princípio da isonomia.

“Nas delegacias nós fazemos trabalhos que as vezes compete ao delegado, agora não faremos mais. Acompanhar prisioneiro com carros sem grade e sem proteção e apenas com um agente, não faremos mais”, garantiu a presidente.

Presidente do Sinpol, Narcisa Monteiro: ataque à isonomia. Foto: Olho de Boto

Ela disse que a operação foi planejada há mais de seis meses, e que ela entraria em vigor mais cedo ou mais tarde. A sindicalista afirmou ainda que as demais entidades que representam a corporação no Brasil estão se aliando à causa dos servidores no Estado.

A operação começou neste sábado e vai continuar por tempo indeterminado.

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