PSB tenta tirar PT da base de apoio de Waldez

Dirigentes das duas legendas deverão se reunir nesta sexta-feira (20), a pedido do senador João Capiberibe
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SELES NAFES

Na próxima sexta-feira (20), dirigentes do PSB e do PT do Amapá irão se reunir pela primeira vez, este ano, para discutir uma possível aliança na eleição para o governo do Estado. O pedido para o encontro foi oficializado pelo presidente estadual do PSB, o senador João Capiberibe.

A princípio, a reunião deve ocorrer às 10h, na sede do PT, em Macapá, mas o encontro ainda não confirmado em definitivo.

“A orientação da direção nacional do partido é que a gente converse com todos os partidos do campo democrático. Aqui só tem o Waldez (PDT) e o Capi, que anunciou a candidatura dele. Ele (Capiberibe) protocolou um pedido para conversarmos”, confirmou o presidente do PT, Antônio Nogueira.

Se não houver acordo no Amapá, a tendência é que o PSB tente puxar o PT pedindo isso à direção nacional do partido de Lula.

Mas não será fácil retirar o PT da base de apoio de Waldez. O PDT também tem participado das manifestações petistas em favor do ex-presidente Lula, e, portanto, goza de prestígio com a presidente do PT, senadora Gleicy Hoffman (PR), e outros dirigentes nacionais da legenda.

Além disso, o PT passou a compor o governo do Estado no ano passado com uma secretaria (Meio Ambiente) e outros órgãos.

Presidente estadual do PT, Antonio Nogueira (centro): reunião é orientação nacional. Foto: Arquivo/SN

PSB e PT são parceiros históricos desde a coligação que elegeu Capiberibe governador, em 1994. A parceria continuou até 2001, quando Capiberibe renunciou para disputar o Senado.

O PT continuou no governo com Dalva Figueiredo, que era vice e assumiu o comando do Estado por 7 meses. Depois, com a eleição de Waldez, em 2002, o PT ficou no governo por dois mandatos.

Na verdade, o PT teve poucos hiatos fora do governo. Em 2010, quando Camilo Capiberibe foi eleito governador, o PT também estava junto e foi com ele até o fim, em 2014. O Partido dos Trabalhadores só retornou ao governo em 2017, a convite de Waldez.

Waldez na manifestação contra a prisão de Lula, no dia 10 de abril

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