Quadrilha que aplicou golpes pela web em 16 estados é presa em Fazendinha

Produtos de luxo eram oferecidos por grupo em loja virtual com mais de 30 mil seguidores no Instagram
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OLHO DE BOTO

Uma quadrilha que realizava golpes de falsas vendas, por meio da rede social Instagram, foi presa em uma grande ação da Polícia Civil, na manhã desta quina-feira (3), no Distrito de Fazendinha, em Macapá.

Os criminosos utilizavam uma conta com mais de 30 mil seguidores para fazer anúncios de produtos caros e luxuosos, como smatphones, tablets, relógios, tênis, dentre outros. De acordo com a polícia, os itens eram negociados para várias partes do país, mas nunca eram entregues. A quadrilhava fez centenas de vítimas em pelos menos 16 estados, causando prejuízo de no mínimo R$ 50 mil.

Delegado Nixon Kennedy; vítima no RJ levou à identificação do grupo. Fotos: Olho de Boto

A ação foi deflagrada pela 10ª Delegacia de Polícia Civil, com apoio da Delegacia Especializada de Tóxicos e Entorpecentes
(Dete), Núcleo de Operações e Inteligência (NOI) e (Delegacia Especializada em Crimes Contra o Patrimônio (DECCP). Foram presas seis pessoas, sendo quatro homens e duas mulheres. 
De acordo com o delegado Nixon Kennedy, que preside o inquérito, os criminosos estão sendo investigados desde o mês de fevereiro. 

“A investigação comprova a participação de pelo menos oito pessoas do Amapá, todos residentes no estado. São fraudes praticadas pelo meio eletrônico, onde a empresa vendia produtos sempre com preços muito convidativos e produtos sempre caros. Confiando na credibilidade da empresa, faziam [as vítimas] o primeiro pagamento e depois a empresa não entrava mais em contato”, disse o delegado.

Criminosos usavam contas de laranjas

Movimentação bancária intensa da quadrilha foi descoberta

Ele explicou também que a denúncia de uma vítima em uma delegacia no Estado do Rio de Janeiro fez com que o esquema fosse descoberto. Nesse caso, a pessoa chegou a fazer depósito de R$ 1,6 mil aos criminosos. Por meio das contas em que o dinheiro era depositado, os primeiros suspeitos foram identificados.

A Polícia Civil detalhou ainda que as pessoas que cediam as contas bancárias ao grupo sabiam da procedência ilícita das vantagens. As prisões têm caráter preventivo, visando evitar o surgimento de novas vítimas e evitar danos à credibilidade das vendas pela internet. A investigação continuará nos próximos dias.   

Loja virtual falsa no Instagram tinha mais de 30 mil seguidores

 

Seles Nafes
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