PM que matou servidor é condenado a 14 anos de prisão e a perda do cargo

O agora ex-militar deverá ainda indenizar a família da vítima
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DA REDAÇÃO

Foi condenado a 14 anos de prisão, por homicídio qualificado, o sargento do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar Abraão Jardim Machado. Ele matou, em novembro de 2016, o servidor da Justiça do Amapá,  Gerson Rodrigues Martins, quando a vítima saia de um culto acompanhado da ex-esposa do militar.

O Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) determinou também que o policial perca o cargo público e pague R$ 13,5 mil para a família do servidor. O julgamento encerrou na tarde de quarta-feira (13), na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Macapá e foi presidido pelo juiz Nazareno Borges Hausseler.

A defesa do sargento declarou ao fim da sessão que irá recorrer da decisão.

Julgamento ocorreu durante a quarta-feira (13). Foto: Cássia Lima

O Ministério Público do Amapá (MP-AP), que fez a acusação, apontou que Abraão Jardim Machado além de atirar na cabeça da vítima também tentou matar a ex-companheira e só não consumou o homicídio graças a chegada de populares.

Sobre o atentado contra a ex-mulher, o militar foi absolvido.

O caso

Na noite do dia dia 27 de novembro de 2016,  o sargento Abraão Jardim Machado matou a tiros o servidor da Justiça Gerson Martins, na época com 46 anos, quando ele dava uma carona para sua amiga, ao sair de um culto. O crime teria sido motivado por ciúmes do policial que, segundo a acusação, tentava controlar a vida e as amizades da ex-esposa.

Sargento Abraão foi preso no Comando Geral da PM, em 2016. Foto: Reprodução

A defesa de Machado chegou a alegar que o militar teria agido em legítima defesa, mas a tese foi considerada frágil.

O militar aguardava em prisão preventiva o julgamento desde novembro de 2016, no Centro de Custódia do Zerão.

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