Feirantes desistem e abandonam Feira do Pescado

Metade dos boxes de vendas está desocupada. Fotos: André Silva/SelesNafes.com
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ANDRÉ SILVA

Criada em 2013 para ser um empreendimento de alto padrão e referência em comercialização de peixes e crustáceos em Macapá, a Feira do Pescado, no Perpétuo Socorro, zona leste de Macapá, amarga dias difíceis.

Feira do Pescado foi inaugurada em 2013

Queda nas venda, falta de estrutura adequada e o difícil acesso ao local são os principais fatores que têm afastado a população da feira, reclamam os feirantes. Segundo eles, a situação levou à desocupação de mais de 50% dos 227 boxes de vendas.

Banheiros estão sem condições de uso

Comerciantes deixaram a atividade ou foram para outro local. Sem condições de uso, os banheiros estão interditados. Os micro empreendedores dizem que tamanho dos boxes não corresponde à necessidade de cada um. Eles se queixam, também, da falta de uma linha de ônibus para deixar as pessoas de bairros mais distantes até lá.

Muitos comerciantes abandonaram o empreendimento

“Nenhum coletivo vem direto para cá ou passa perto. A gente fica isolado. As pessoas que moram em outras partes de Macapá, ou vêm de carro, moto, ou simplesmente não vêm. O ressultado é a falencia dos donoa dos boxes”, reclamou Paulo Sérgio de 50 anos.

Para alguns feirantes, em contraponto, o problema também reside na vocação das pessoas que se aventuram na profissão. “Tem gente que não conhece do ramo e quer entrar sem conhecer. Cada macaco no seu galho. Tem que saber vender tratar bem o cliente essas coisas”, disse o experiente Francisco Raulino dos Santos, de 62 anos, há mais 30 anos na profissão.

Gledson persiste e diz que ainda dá para faturar

Alguns, como Gledson Silva, 28 anos, ainda acham que, apesar das condições adversas, ainda dá para faturar. Ele trabalha no local desde o tempo em que a estrutura era de madeira. Ele disse que com a construção do local o trabalho melhorou, mas faltou manutenção.

“As vendas estão boas, da pra tirar do dia. Aqui tem muito boxe vazio por que as pessoas abandonaram e foram trabalhar em outro lugar, até por causa do tamanho dos boxes”, disse o feirante Gledson.

Reforma

Por outro lado, a reclamação de que a feira não foi construída pensando nos feirantes é quase que unânime. Para eles, os boxes são muito pequenos e não dão condições para expor as mercadorias como deveriam. Por isso, o local deve passar por uma readequação, como explicou o administrador Francisco Silva Frota.

Administrador da feira aponta as más condições dos banheiros

“Tivemos uma reunião muito boa com o secretário de Infraestrutura e ele se propôs em fazer uma reestruturação no mercado. Conversamos em fazer uma ponte de acesso ao mercado, porque ele hoje está praticamente abandonado, está praticamente na ponta de uma ilha e só tem duas ruas de acesso”, analisou o administrador.

Ele disse que as conversas para que serviços de reforma e adaptação sejam feitos no local, continuam. Conforme o administrador, uma visita de técnicos da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf) está agendada para acontecer esta semana.

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