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    Livro revela que o Amapá já teve seca de 3 anos

    Publicação faz um apanhado de informações desde a década de 20 até 2016
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    ANDRÉ SILVA

    Quase um século de história sobre o clima no Amapá foi estudado e resumido em um livro produzido por três pesquisadores amapaenses. O estudo ‘Climatologia no Amapá – quase um século de história’ busca derrubar mitos em relação ao clima no Estado, além de trazer informações sobre o período de estiagem e dados da maior seca da história, que durou três anos.

    A publicação faz um apanhado de informações desde a década de 20 até 2016, sobretudo, das variáveis climáticas de todos os municípios do estado.

    “Nas pesquisas, foram descobertos períodos de estiagem e informações interessantes quanto aos períodos mais e menos chuvosos e a desmistificação que nós temos em relação a um período de inverno no Estado”, revelou um dos autores do livro, o meteorologista Jeferson Vilhena.

     Ele explicou que a região não tem as características necessárias de inverno, mas sim um período com pouca chuva.

    “O inverno é característico de regiões mais ao sul do país. Ele é caracterizado por temperaturas baixas, tempo seco e sem chuva, o que a gente não tem aqui [no Amapá]. As nossas temperaturas mais baixas são consideradas de verão, e não de inverno. O inverno é caracterizado com temperaturas a baixo de quinze graus Celsius”, explicou o pesquisador.

    Ele acrescenta que, de fato, no Amapá existe um período mais chuvoso e outro com menos intensidade. Mas não estão divididos, como pensa a maioria das pessoas, em seis meses para cada um.

    “Na realidade, nosso período chuvoso compreende oito meses do ano e o seco, quatro meses”, completou.

    O livro traz, também, estudos aprofundados sobre a maior seca já registrada no Amapá. Ela teve início no ano de 2012 e foi até 2015. O fenômeno, segundo o pesquisador, foi bastante estudado por meteorologistas do Estado.

    O livro ainda não foi lançado, mas já está disponível para venda, no site da editora Gramma. Além de Jeferson Vilhena, a obra foi produzida pelo etnobotânico Raullyan Borja e o engenheiro florestal João da Luz Freitas.

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