Policial se mata após atirar contra jovens, matando um, por engano

Testemunhas dizem que policial civil acreditava tratar-se de um assalto.
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OLHO DE BOTO

O policial civil Jorge Henrique Banha, de 48 anos, se matou com um tiro na boca após disparar contra dois jovens, tendo matado um, e constatar que um deles era filho de um colega seu da corporação.

A tragédia aconteceu por volta de 21h30, de sexta-feira (6), em uma distribuidora de bebidas localizada na Av. Padre Manoel da Nóbrega, Jesus de Nazaré, Centro de Macapá.

De acordo com testemunhas, os dois jovens, Ricardo Brito Oliveira, de 22 anos, e Ronald Willian Souza de Oliveira, de 21 anos, chegaram ao estabelecimento em um carro branco, estacionaram e entraram para comprar algo.

Nesse momento, dizem as testemunhas, o policial civil chegou em uma picape de cor preta, e disparou várias vezes contra os jovens, acreditando tratar-se de um assalto.

Policial colocou arma na cabeça e disparou

Ronald Willian Souza de Oliveira, de 21 anos, morreu na hora Foto: Reprodução

Um dos tiros também atingiu, de raspão, Maria da Conceição Cascaes Penantes, de 57 anos, alvejada no abdômen.

Ainda conforme as testemunhas, ao perceber o erro e reconhecer um dos jovens como sendo filho de um policial amigo seu, Jorge Banha disparou contra a própria cabeça.  

Ricardo Brito Oliveira, de 22 anos, está internado em estado grave Foto: Reprodução

“O policial civil chegou ao local, pensou que estava havendo um assalto e sacou sua arma efetuando os disparos. Depois, constatou que não era assalto e tentou contra a própria vida. Ele chegou a ser levado com vida para o hospital, mas, não resistiu”, reforçou o sargento Jorge Sá.

Policiais militares no local da tragédia Foto: Olho de Boto

O dois meninos eram primos. Ronald Willian, atingido por três tiros na costa, morreu na hora; e Ricardo Brito, que levou dois tiros no abdômen, está em estado grave no Hospital de Emergências.

Carro utilizado pelos meninos Foto: Olho de Boto

A pistola que o policial utilizava foi recolhida e apresentada no Ciosp do Pacoval. Ninguém mais na cena da tragédia estava armado, segundo a Polícia Militar.

Arma usada pelo policial civil Foto: Olho de Boto

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