Acusada da morte de autônomo é presa; inquérito aponta emboscada

Maria José da Costa Campos chegou a usar carro da vítima com placa adulterada
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OLHO DE BOTO

A Polícia Civil, com apoio do serviço de inteligência do 1° Batalhão da Polícia Militar, prendeu na tarde desta quarta-feira (15) Maria José da Costa Campos, de 32 anos. Ela é acusada de envolvimento na morte do autônomo Tiago Ferreira da Silva,de 55 anos, encontrado morto no dia 26 de fevereiro de 2016. 

A prisão ocorreu dentro de um supermercado onde ela trabalha, localizado na Rodovia JK, Bairro Universidade, na zona sul de Macapá.

O corpo do autônomo foi achado em uma área de mata do KM 28, da BR 210, e já estava em avançado estado de decomposição.

Polícia Civil avalia que autônomo foi atraído para emboscada. Foto: reprodução/Polícia Civil

A vítima estava desaparecida desde o dia 22 de fevereiro do mesmo ano, quando foi vista pela última vez deixando a esposa na casa de parentes após sair de uma agência bancária. Em seguida, o autônomo seguiu rumo à zona norte de Macapá e nunca mais voltou .

A esposa procurou a Polícia Civil e comunicou o fato ao delegado Anderson Silwan, da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Patrimônio, que abriu inquérito para apurar o caso.

De acordo com Silwan, as investigações apontaram fortes indícios de crime de latrocínio e que Maria José da Costa Campos teve clara participação na morte do autônomo, o qual matinha um intenso contato telefônico com a acusada.

O inquérito aponta que ela o levou a uma emboscada, valendo-se da confiança que tinha para atrair a vítima e promovendo sua morte. Apropriando-se de seus objetos e valores em dinheiro.
A acusada foi presa através de mandado de prisão preventiva, expedido pela Justiça do Amapá.

Mandado de prisão preventiva foi expedido contra a acusada

Em 2016, dias após o sumiço da vítima, Maria José foi presa em uma barreira policial. Ela trafegava no carro pertencente à vítima, um celta de cor prata que estava com a placa adulterada. Esse foi o ponta pé inicial que terminou com a prisão da acusada e a elucidação do crime.

“Investigamos e encontramos várias ligações entre eles e ficou mais do que claro da casinha que ela armou. A gente não sabe dizer se ele tinha um caso amoroso com ela, que forjou a adulteração da placa do veículo”, disse o delegado. 

Após prestar depoimento ao delegado plantonista, Maria José foi encaminhada ao Iapen, onde ficará à disposição da Justiça.

Foto de capa: reprodução

Seles Nafes
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