Após esvaziamento da greve, rodoviários avaliam nova paralisação

Principal impasse entre trabalhadores e empresários é sobre plano de saúde
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ANDRÉ SILVA

Depois de baixa adesão por parte de trabalhadores à greve dos rodoviários, durante o meses de junho e de julho, o sindicato da categoria avalia um novo ato no próximo dia 10 de agosto. A entidade informou que a suspensão do movimento foi necessária, já que parte dos trabalhadores aceitou a proposta dos empresários.

A greve perdeu força definitivamente após a última reunião dos representantes do sindicato com o Setap, ocorrida no dia 9 de julho. Nela, o Setap expôs a proposta, que seria o aumento do salário, no vale alimentação e no auxilio saúde. A proposta teria sido aceita pela maioria dos trabalhadores.

A divergência entre o sindicato que representa os rodoviários e os empresários está no ponto que trata do auxilio saúde. Enquanto o Setap quer que todos tenham acesso ao beneficio, o sindicato quer que apenas os sindicalizados sejam beneficiados.

O presidente do sindicato dos rodoviários, Max Deles, explicou o posicionamento da entidade argumentando que os empregadores não explicam como e com que recursos irão implementar um novo plano, pois somente de repasses atrasados do plano de saúde atual, há uma dívida de mais de R$ 27 mil.

Deles informou também que cerca de 1 mil rodoviários, atualmente, estão filiados ao sindicato, de um quantitativo de aproximadamente 1,8 mil trabalhadores.

“Se até dia 9 não tiver avançado nada, dia 10 a gente paralisa geral”, disse o presidente do sindicato Max Deles.

Presidente do Sindicato dos Rodoviários, Max Deles: paralisação no dia 10. Fotos: Sindicato dos Rodoviários

Outro fator que enfraqueceu o movimento, foi a negociação direta que o Sindicato das Empresas de Transporte do Amapá (Setap) fez com os trabalhadores, interrompendo um ciclo de participação do sindicato, finalidade com a qual a entidade foi criada. Além disso, a paralisação ter acontecido nas férias estudantis, época em que a frota de ônibus é reduzida em 40%, contribuiu para seu enfraquecimento.

A greve iniciou no dia 27 de junho e foi suspensa no dia 12 de julho, após uma assembleia geral.

A possível paralisação no dia 10 deverá ser unificada com outros sindicatos que irão cumprir um calendário de paralisação nacional.

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