Após surto em Santana, Macapá registra casos de Doença de Chagas

O consumo de açaí ainda é a principal suspeita dos pacientes terem contraído a doença. Já são 19 do número de casos confirmados em todo o Estado
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ANDRÉ SILVA

O Departamento de Vigilância Epidemiológica de Macapá, registrou até está segunda-feira (27), 11 casos de doença de chagas no município. O Bairro Pantanal é onde está concentrado o maior número de pessoas contaminadas.

O açaí, um dos alimentos mais consumidos pelos amapaenses, ainda é o principal meio de transmissão da doença. Santana, o segundo maior município do Amapá, já confirmou 8 casos este ano. Com esses, sobem para 19 o número de pessoas doentes em todo Estado.

A doença é bastante conhecida entre os amapaenses. No ano de 2017, ela fez três vítimas fatais: uma no município de Pracuúba, uma em Santana e a terceira em Laranjal do Jari.

A diretora do Departamento Epidemiológico de Macapá, Ingridi Martins, informou que a maior parte dos casos estão concentrados no Bairro Pantanal, Zona norte da capital. A região apresenta 3 registros; seguido pelo Conjunto Macapaba, com 2; Bairro Buritizal: 2; Pacoval: 2; Bairro Santa Rita: 1 registro; e Jardim Marco Zero: 1 caso.

Ela explicou que toda pessoa com suspeita da doença tem uma amostra do sangue enviada para o Laboratório Central do Estado (Lacen), para que o diagnóstico seja confirmado. Contudo, mesmo antes que isso aconteça, elas passam a ser acompanhadas pela equipe de Vigilância do Município.

Ingridi Martins, diretora do departamento epidemiológico de Macapá. Foto: André Silva/SN

“Outras ações que nós fazemos também é: orientar a população quanto à doença e encaminhá-las para o médico, para dar início ao tratamento”, assegurou a diretora.

Segundo ela, a Vigilância Sanitária de Macapá está mapeando as batedeiras onde as pessoas compraram o açaí possivelmente contaminado.

A doença

A Doença de Chagas é causada por um protozoário transmitido por meio das fezes de um inseto conhecido como barbeiro. Em outras regiões do país, a transmissão acontece quando o inseto pica a vítima.

Já no Amapá, e em outros Estados que consomem o açaí diariamente, ela é transmitida por meio do consumo do produto.

A doença é tratável e o paciente deve ficar em observação durante cinco anos. Os sintomas mais comuns são: febre por mais de oito dias seguidos e cansaço. Este último sintoma acontece porque o coração é o principal órgão atingido pelo parasita.

Em caso de suspeitas, a pessoa deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para solicitar um exame.

Prevenção

A melhor forma de prevenção da doença, segundo a diretora do departamento epidemiológico, é a pessoa comprar o açaí em locais que tenham a estrutura necessária para preparar o produto e que siga as especificações da Vigilância Sanitária.

Foto de capa: Arquivo/SN

Seles Nafes
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