Cansados da inércia pública, moradores juntam dinheiro para promover melhorias

Matagais já tomaram conta da maioria das vias do bairro São José
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ANDRÉ SILVA

Moradores do Bairro São José, localizado às margens da rodovia AP-410, na zona oeste de Macapá, estão profundamente aborrecidos com a precariedade das ruas, que foram abandonadas pelo poder público.

Eles afirmam que estão juntando dinheiro para promover algumas melhorias em pelo menos algumas vias. Contudo, eles ainda têm esperança da ajuda da Prefeitura Municipal de Macapá (PMM).

De tanto esperar, moradores iniciaram estudos para bloquetar a Rua São Marcos. Fotos: André Silva/SN

O bairro existe há 20 anos e uma comissão de moradores deu início a um processo de pavimentação das ruas, em 2016, mas, até agora, não houve resposta. Inicialmente, eles buscavam a melhoria apenas para algumas ruas, mas foram convencidos pela própria PMM a estender o projeto para o bairro todo.

“Eles [da PMM] nos orientaram a aumentar o projeto e disseram que o encaminhariam a Secretaria Municipal de Obras [Semob], só que, nesse interim, de lá pra cá, nós não tivemos resposta”, reclamou o técnico administrativo, George Fernando, de 43 anos.

De tanto esperar, eles resolveram iniciar os estudos para bloquetar a Rua São Marcos. De acordo com o levantamento feito pela comissão, o valor total do serviço chega a R$ 30 mil – quantia que ainda não conseguiram alcançar.

“A gente queira, na verdade, que eles fizessem isso sem a gente gastar, afinal de contas, esse é um direito nosso”, completou Fernando.

Morador mostra documento de reclamação feita à ouvidoria do município, após tanto esperar.

Os moradores solicitam serviços de terraplanagem, esgoto e meio fio para todas as ruas. O educador físico, Gutemberg Santos Costa, 31anos, disse que a comunidade cansou de esperar e decidiu agir.

“Estamos fazendo uma vaquinha para melhorar nossa locomoção, por que já estamos indignados com a Prefeitura. Acho que eles estão esperando abrir uma cratera no meio da rua para poder resolver alguma coisa”, protestou o morador.

Procurada pela reportagem, a Semob ficou de se pronunciar sobre o assunto.

Foto de capa: André Lima/SN

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