Acervos históricos na Unifap correm riscos, aponta vistoria

Comissão está percorrendo locais com potencial para tombamento
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DA REDAÇÃO

Uma comissão formada por representantes do Ministério Público do Amapá encontrou sérios problemas nas medidas de segurança de acervos históricos importantes guardados na Universidade Federal do Amapá (Unifap). A vistoria fez parte de um esforço nacional para evitar tragédias como a que ocorreu no Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

A comissão, formada por representantes da Promotoria do Patrimônio Público do MP (Prodemac) e da própria Unifap, visitou os cinco blocos do Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas da Unifap, e o sítio arqueológico descoberto no campus em 1997.

A vistoria concluiu que não existem medidas para evitar a destruição dos acervos em possíveis incêndios e outros incidentes.

“(…) é necessária a manutenção e prevenção nestes espaços, visto que a Unifap não possui projeto de combate e prevenção à incêndio, e nem Plano Diretor”, diz uma nota emitida pela comissão. A sugestão é que o Corpo de Bombeiros faça uma vistoria para identificar locais vulneráveis à incêndio e aponte as providência e que seja viabilizado estudo técnico para tombamento de espaços com potencial histórico”, comentou uma nota divulgada pela comissão.

Campus onde fica o centro registrado por drone. Fotos: MP/divulgação

Instalações precárias

As equipes utilizaram um drone e câmeras para ilustrar o relatório. Existem cinco hidrantes dentro do campus conectados ao sistema isolado de água da Unifap. A prefeitura da Unifap confirmou a situação precária do sistema elétrico dos blocos e que chegou a haver um princípio de incêndio.

Sítio

Os técnicos também concluíram que o sítio arqueológico, onde em 1997 foram encontrados vestígios dos primeiros povos que habitaram o Amapá, não está sinalizado e protegido.

No prédio do centro, onde estão guardadas dezenas de achados arqueológicos, existem apenas três extintores de incêndio.

Entrada do centro

A comissão pedirá que o Corpo de Bombeiros faça outra vistoria para identificar os pontos mais vulneráveis.

As vistorias irão continuar, e percorrerão outros locais com potencial para tombamento, como o Museu Sacaca, o Museu Joaquim Caetano da Silva e o Largo dos Inocentes, e já tombados como a Fortaleza de São José.

 

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