“Ultraliberalismo” poderá atingir área de livre comércio de Macapá, alerta Randolfe

O senador se sentiu aliviado com recuo de Bolsonaro sobre fusão de pastas do Meio Ambiente e Agricultura, mas disse que sinais ainda são preocupantes
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SELES NAFES

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) se disse aliviado pelo recuo do futuro presidente Jair Bolsonaro (PSL) de não mais fundir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. Contudo, acrescentou, os sinais são preocupantes, especialmente para a economia do Amapá e do restante da Amazônia.

Randolfe discursou sobre o assunto na tribuna do Senado na última quarta-feira (7), quando batizou de “ultraliberalismo” o novo modelo econômico que se desenha para o Brasil, e que poderá atingir em cheio as áreas de livre comércio da Amazônia, incluindo a de Macapá, além da Zona Franca Verde que ainda engatinha. A dúvida é sobre o que irá acontecer com os incentivos fiscais.

“Tudo aponta a aprofundar o ultraliberalismo ortodoxo. Mas esse não é o maior problema. O novo ministro quer fundir as pastas da Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio Exterior. Como, nesse contexto, será possível juntar política monetária com política de desenvolvimento?”, questionou o senador.

Randolfe disse que já foi comprovado que a crise no Brasil se abate com mais força sobre estados periféricos como o Amapá, que possui o 26º PIB do país e possui uma taxa de desempregados de 21%, acima dos 13% da média nacional. No ano passado, usando dados do Ministério do Trabalho, o Amapá fechou 10 mil postos formais de trabalho.

“O que ocorre no meu Estado é uma catástrofe que impacta todos os setores da vida, e em especial no aumento da violência. É o segundo estado com mais mortes entre os jovens”, comentou.

“Mais de 90% da população de Itaubal tem renda per capita de menos que um salário mínimo”. 

Assista o discurso na íntegra.  

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