Guerra do crime leva a duas mortes em Santana

Um dos indivíduos, já baleado por bandidos rivais, foi morto ao atirar contra militares do Bope. Outro (foto) foi encontrado morto no pátio de uma casa
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DA REDAÇÃO

A guerra entre duas facções criminosas levou às mortes de dois homens na manhã de domingo (30) no município de Santana, a 17 km de Macapá. Um deles morreu ao atirar contra policiais. Um terceiro suspeito, motorista de lotação – transporte clandestino de passageiros – foi ferido e preso. O quarto foi detido ao procurar atendimento médico em Macapá.

De acordo com o 4º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Santana, várias ligações ao mesmo tempo congestionaram as linhas de emergência, informando sobre um tiroteio no Porto do Grego, região portuária do município. No local, a equipe comandada pela cabo Alice apurou que suspeitos em um carro branco deixaram o local em alta velocidade.

remoção do corpo de Gilberto Façanha Duarte

Não demorou até que o veículo fosse encontrado, no Novo Horizonte, bairro vizinho à Área Portuária de Santana. Por causa do fogo cruzado, o carro estava com os vidros estraçalhados. Mas, quando os militares chegaram até o local, não encontraram os ocupantes.

Os militares então começaram a vascular o bairro. Durante as buscas uma mulher se apresentou como esposa do motorista do carro. Ela contou que estava dentro do veículo quando o tiroteio começou.

A testemunha relatou que seu marido, Misael da Silva Cardoso fazia uma corrida para dois passageiros, um pego no Conjunto Mucajá, na zona sul de Macapá, e outro em frente à Universidade Federal do Amapá (Unifap), na rodovia JK, que dá aceso a Santana. Eles pediram para serem levados ao Porto do Grego, de onde embarcariam para o município de Santarém (PA). Ao chegarem ao porto, o tiroteio começou. Os passageiros pegos pelo marido eram o alvo.

A mulher de Misael disse que quando os disparos começaram, conseguiu se abrigar em um estabelecimento comercial. Enquanto isso, o marido acelerou com o carro. Quando a testemunha relatava a história à polícia, um morador da vizinhança se aproximou e disse que havia um desconhecido caído dentro do pátio de sua casa. A polícia constatou que se tratava de um dos ocupantes do pálio: Gilberto Façanha Duarte, já morto. Ele tinha várias perfurações de tiro pelo corpo.

Enquanto os militares aguardavam a chegada de peritos da Polícia Técnico-Científica (Politec) para a remoção do corpo de Gilberto, outro morador se aproximou e apontou uma residência na qual um homem estava baleado na sala. Era o motorista da lotação, Misael. Ele estava consciente. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital de Emergência de Macapá, onde permanece internado e preso. A polícia investiga se ele tem envolvimento com as facções que promoveram o tiroteio.

Casa de altos, onde o terceiro suspeito trocou tiros com o Bope

Contudo, o terceiro ocupante ainda não havia sido encontrado. Àquela altura, equipes do Batalhão de Operações (Bope) já participavam das buscas. Populares avisaram que viram um homem armado pulando cercas de quintais até encontrar uma casa aberta. Quando os militares do Bope entraram no imóvel, Matheus Brenno Del Castilho de Sousa começou a disparar. Os policiais responderam e o balearam. Ele morreu ainda no local.

Quando os policiais pensaram já ter encerrado a ocorrência, uma denúncia anônima informou que havia um quarto envolvido ferido no confronto das facções. Após o tiroteio, ele havia fugido em um taxi para Macapá. Ele foi encontrado no Hospital de Emergências e identificado como José Ciro dos Santos Barros, lesionado com tiros nas pernas. Ele também foi preso.

Segundo a PM, Gilberto Façanha tinha antecedentes por roubo qualificado e receptação e Matheus por lesão corporal e ameaça.

Fotos: Divulgação

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