VÍDEO: Encalhe de baleia jubarte é registrado pela 1ª vez na costa do Amapá

Mamífero foi encontrado por moradores de arquipélago, durante o fim de semana
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ANDRÉ SILVA

Pesquisadores do Instituto Mamirauá confirmaram, nesta segunda-feira (17), que moradores do Arquipélago do Bailique, no Amapá, na região da Ilha Vitória, encontraram, durante o fim de semana, uma baleia morta, em estado de decomposição.

O mamífero, da espécie jubarte, tinha aproximadamente 12 metros e não foi possível identificar o sexo. Um registro em vídeo foi feito do encalhe. Assista:

De acordo com informações de moradores, repassadas para os biólogos que chegaram na ilha, a baleia teria sido encontrada morta no último dia 11.

O portal SelesNafes.com falou com a bióloga Danielle Lima, do Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos do Instituto Mamirauá, que deu mais detalhes sobre o encalhe.

Moradores de Ilha Vitória tiraram fotos ao lado do animal encalhado Fotos: reprodução/redes sociais

Segundo a pesquisadora, é a primeira vez que uma baleia dessa espécie chega a essa região. Em 2009, ocorreu o encalhe de uma baleia de outra espécie, na região do Parazinho. 

“Teoricamente, a espécia se encontra amplamente distribuída, mas não havia qualquer registro por esta porção da costa norte. Não há informação científica a esse respeito, é o primeiro registro”, disse Danielle Lima.

Ela explicou também que as jubartes costumam se alimentar na região da Antártica,e migram para a região de Abrolhos (arquipélago na Bahia) para reprodução e criação de filhotes.

“Os registros de encalhes são mais distribuídos no sudeste e nordeste. Na costa norte, havia registros no Maranhão, Piauí e Pará. Este é o registro mais ao norte na América do Sul”, complementou.

Segundo pesquisadores, animal tem cerca de 12m

Danielle Lima disse ainda que foram coletadas amostras para análise genética. O objetivo é esclarecer se a baleia é procedente da população do mamífero da América do Norte ou América do Sul.

A pesquisadora concluiu explicando que, em razão do atual estado de decomposição da baleia, não será possível identificar o fator causal da morte do mamífero.

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