Preso que degolou rival no Iapen é identificado

Delegacia de Homicídios investiga motivação do crime
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DA REDAÇÃO

A Delegacia de Homicídios da Polícia Civil do Amapá identificou o autor da morte do interno que foi degolado nas dependências do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), no Pavilhão F2, na tarde de quinta-feira (10). 

De acordo com o delegado Welligton Ferraz, o detento Felipe Vieira do Amaral assumiu a autoria do crime. O criminoso chegou a ser visto por agentes penitenciários portando uma arma branca, de tipo facão, correndo pela lateral da área externa do Pavilhão.

Corpo de Aloísio foi encontrado na frente do Pavilhão F2 Fotos: PC-AP

Outras testemunhas, também presos, teriam confirmado Felipe Vieira do Amaral como o responsável pela execução. 

Testemunhas e autor foram apresentados na Delegacia de Homicídios. Segundo o delegado, os depoimentos confirmaram as suspeitas que haviam contra o infrator.

Polícia Civil trabalhava no presídio no momento em que agentes penitenciários encontraram o corpo do preso

PC investiga motivação para o crime

Durante o depoimento, o assassino confesso tentou justificar sua ação alegando que o detento morto, Aloísio Xavier Correia Junior, de 28 anos, teria dado em cima de sua companheira.

Porém, a Polícia Civil obteve informações de que a vítima teria se filiado recentemente a uma organização criminosa rival da que habita o Pavilhão F2. O ato teria sido considerado uma traição às lideranças criminosas dessa ala da cadeia. 

Facão usado para a tirar a vida do interno

 O caso

O interno Aloizio Xavier Correia Júnior, de 28 anos, que foi encontrado morto nesta quinta-feira, 10, no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), localizada na zona oeste de Macapá. Ele teve a garganta cortada e o corpo apresentava várias perfurações.

Delegado Wellington Ferraz: há duas versões para motivação do crime Foto: Olho de Boto/arquivo SN

Outros internos não identificados foram vistos puxando o corpo da vítima para fora do Pavilhão F2, onde ele cumpria pena. 

No momento em que o corpo do preso foi encontrado por agentes penitenciários, policiais da Delegacia de Homicídios colhiam interrogatórios dentro do Iapen relacionado a outro caso.

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