“Vendo manga com sal por minhas filhas”, diz autônomo

Trabalho de Naldo Corrêa faz sucesso. O empreendedor diz que para trabalhar não tem problema
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Por RODRIGO INDINHO

Com simplicidade e um sorriso no rosto, Célionaldo Côrrea, de 36 anos, ou “Naldo”, como é conhecido, aposta em uma estratégia diferente para vender manga no Centro de Macapá. O objetivo é ter como sustentar suas duas filhas, de 8 e 9 anos.

No cruzamento da Rua General Rondon com a Avenida Presidente Vargas, próximo a Universidade Estadual do Amapá (Ueap), ele faz a venda da fruta que vem lavada, cortada e acompanhada por sal.

Fruto é lavado e embalado Fotos: Rodrigo Indinho

Comer manga com sal é um hábito de grande parte da população no período da safra. Foi pensando nisso e por estar desempregado que o empreendedor decidiu tomar uma atitude para trabalhar e ganhar dinheiro.

“O objetivo além de ganhar uma renda para sobreviver e sustentar a família, é de ofertar um produto que as pessoas gostam, e possam comer de forma fácil, sem precisar descascar. Penso muito no que ter pra dar às minhas filhas, então busco oferecer um produto de qualidade para as pessoas sempre voltarem”, comentou Naldo.

Manga é ofertada em cruzamento, no Centro da capital

Morador do Bairro do Congos, ele levanta às 6h da manhã e às 7h sai junto com o irmão para colher as mangas pelas ruas da cidade. Por volta de 10h, ele inicia as vendas que seguem até 19h.

“Passei por uma barra durante dois anos, ainda passo e acordar cedo não é problema. Mesmo sem ter emprego disponível, Deus me deu essa oportunidade e pretendo melhorar de vida. Pensar pra trás não adianta, então buscarei continuar trabalhando honestamente através da manga”, acrescentou Naldo.

Comer manga com sal é comum no período de safra, diz Naldo Corrêa

No empreendimento improvisado, Naldo Corrêa comercializa todos os dias, inclusive aos fins de semana, a sacola com cerca de 10 mangas a R$ 5. Os pedaços descascados do fruto maduro acompanhado de sal são vendidos no valor de R$ 2 e são o maior sucesso.

“Em dias de vendas boas vendemos cerca de 100 pacotes de R$ 2 e uns 50 de R$ 5. Queria dizer para as pessoas do governo e prefeitura que não nos julguem, estamos apenas trabalhando”, solicitou.

Trabalho começa cedo, indo apanhar a fruta para depois levar ao ponto

O empreendedor se espelhou no irmão que também vende manga em outro ponto da cidade. Naldo aproveitou para deixar um recado para a população.

“Para trabalhar não tem dificuldade, basta a pessoa querer, faça chuva ou sol estaremos aqui. Quem puder passar e comprar nossos produtos eu agradeço de coração e tenho certeza que Deus lhe dará em dobro”, finalizou.

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