Ex-servidora que beneficiava detentos com diplomas falsos ganha prisão domiciliar

A Polícia Civil afirma que pelo menos 600 detentos de facções criminosas teriam sido beneficiados com redução da pena ou progressão do regime
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Por SELES NAFES

A juíza Luciana Barros, da 1ª Vara Criminal de Macapá, revogou a prisão preventiva da ex-servidora do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) acusada de participar do grupo que fraudava certificados escolares para beneficiar detentos de facções criminosas. A Polícia Civil afirma que, com os documentos, centenas de detentos conseguiram a progressão do regime e até a redução da pena.

Carlene Alfaia Monteiro foi presa no dia 7 de dezembro do ano passado junto com outras quatro pessoas que estavam sendo investigadas pela Polícia Civil desde agosto. 

O grupo é acusado de emitir diplomas e certificados de cursos técnicos da Escola São José, instituição que funciona dentro do presídio. Cada documento custava entre R$ 10 mil e R$ 12 mil. A polícia diz que 600 detentos foram beneficiados. 

Carlene Monteiro responde pelos crimes de associação criminosa, corrupção passiva e falsificação de documento público. No dia seguinte à prisão, o desembargador Carlos Tork negou habeas corpus afirmando que as doenças dela, informadas pela defesa, poderiam ser tratadas dentro do Iapen.

A nova advogada da ex-servidora, Gleicy Oliveira, ingressou com pedido de revogação da prisão preventiva argumentando que a acusada precisa ficar em casa cuidando dos três filhos de 7, 14, e 17 anos.

Contrariando parecer do Ministério Público, a juíza deferiu o pedido, determinação a prisão domiciliar da ex-servidora. No entanto, ela precisará ficar em casa 24h por dia, só podendo sair com autorização judicial. Em caso de descumprimento, a prisão preventiva será novamente decretada. 

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