Massacre de Suzano: a culpa é só dos jogos?

Falta de diálogo com os pais e responsáveis isola crianças e adolescentes cada vez mais das boas influências
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Por GESIEL OLIVEIRA, pastor e professor

As armas utilizadas no massacre de Suzano são armas que saíram do mundo virtual para o real. São armas dos jogos violentos online de desafios e tiros Free Fire, Pugb e FortNite.

Uma machadinha inox, máscara balaclava de caveira, pistola e uma besta (arma medieval lançadora de flechas). É a hora de debatermos sobre o uso excessivo desses jogos violentos online que estimulam a insanidade, morte, sangue e progressiva insensibilidade à dor e clemência.

Os assassinos do massacre de Columbine, ocorrido em 20 de abril de 1999, na Columbine High School, no Estado de Colorado, nos EUA, eram também aficionados por jogos violentos de tiros e terror, como Doom, Wolfenstein 3D e Duke Nukem.

Um dos assassinos, Eric Harris, chegou a produzir mapas para o jogo Doom. Não apenas o tipo de vestimenta (predominantemente preta), planejamento, armas e desfecho final (suicídio) são semelhantes, como o gosto por jogos violentos.

Assassinos se inspiraram em personagem de game. Fotos: Reprodução

Tempo excessivo em jogos e falta de diálogo podem ser uma combinação perigosa

Na casa dos assassinos de Suzano, a polícia encontrou dois cadernos com nomes de jogos de internet e táticas de jogos de combate, segundo o G1.

A polícia investiga se há algum tipo de ligação desses desafios propostos por esses jogos violentos com a tragédia de Suzano, e, por isso, levou os computadores da casa e da lan house onde os assassinos jogavam para uma análise pericial.

Evidente que nenhuma hipótese pode ser descartada, e que não se pode analisar uma situação tão complexa com base em um só elemento como o vício dos assassinos em jogos de tiros violentos online.

Algumas outras questões não podem ser ignoradas como: bullying, sentimento de vingança, desestruturação familiar (mãe envolvida em drogas e morte da avó), hábito de assistir filmes e séries violentas, ausência de acompanhamento e diálogo por parte dos responsáveis, envolvimento com drogas, etc.

É uma combinação explosiva que não é incomum em muitos lares. Então, vale estar atento e alerta, especialmente com a linguagem não falada e introspectiva de muitos adolescentes que reúnam aspectos similares. 

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