Em meio a protesto, acusado de matar estudante se apresenta à polícia

A manifestação aconteceu em frente à 1° Delegacia de Polícia Civil do distrito do Igarapé da Fortaleza, a 12 km de Macapá
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Por RODRIGO INDINHO

A família do estudante de Inglês Aurelian João da Silva Penha, que morreu após ser esfaqueado próximo ao Hospital de Estadual de Santana, a 17 km de Macapá, no último sábado (11), promoveu um protesto pedindo a prisão dos acusados envolvidos no crime. A manifestação aconteceu em frente à 1° Delegacia de Polícia Civil do distrito do Igarapé da Fortaleza, na manhã desta terça-feira (14).

Manifestação ocorreu em frente à 1ª DP de Santana, no Igarapé da Fortaleza. Fotos: Rodrigo Indinho/SN

“Queremos justiça por Aurelian” e “Aurelian presente”, traziam os cartazes. As mensagens retratam os sentimentos de impunidade e de saudade dos familiares e amigos, que usaram blusas pretas e gritos de protesto. Sem atrapalhar o trânsito, eles protestaram pacificamente do meio fio.

Amigos e familiares de Aurelian pediram justiça

No final da manhã, em meio aos protestos, o principal suspeito, Alan Kennedy de Castro, se apresentou à polícia, acompanhado de um advogado. Ainda assim as manifestações continuaram sem gestos de violência.

Protestos foi pacífico entre parentes e colegas do estudante morto

O irmão da vítima, Aurélio da Silva Penha, de 40 anos, informou que o principal suspeito do crime havia recebido a faca de um homem que estava em um táxi vermelho. A família disponibilizou à polícia vídeos de momentos antes do crime. As imagens de celular foram feitas por testemunhas. Elas mostram parte do desentendimento entre os envolvidos. Alan Kennedy foi identificado através desses vídeos.

O caso

Segundo relatos de testemunhas, por volta de 5h, Aurelian Penha, de 25 anos, estava com outros rapazes em um estabelecimento 24h, próximo da escola Augusto Antunes. Um desentendimento teria motivado o autor do crime para desferir facadas na vítima.

Aurelian João da Silva Penha morreu esfaqueado, próximo ao Hospital de Estadual de Santana

“O que sabemos é que discutiram e depois entraram em luta. Depois disso, se separaram. O meu irmão e os colegas dele foram embora, mas ele [o acusado] e os amigos dele foram atrás. O que nos revolta é que todos sabem quem é, mas não prendem ele”, indignou-se o irmão da vítima.

Aurelian Penha ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu. 

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