Advogado detido em prisão domiciliar tem liberdade negada

Atualmente, José Enoilton Leite cumpre a prisão preventiva em regime domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. A decisão é da Justiça Federal em Macapá
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Por SELES NAFES

O advogado José Enoilton Leite teve o pedido de revogação da prisão preventiva negado, mais uma vez. Atualmente, ele cumpre a prisão preventiva em regime domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

Ele alegou no pedido que tem bons antecedentes, residência fixa e que não tem como atrapalhar a instrução do processo.

Também negou as acusações da Polícia Federal e Ministério Público Federal, de que os sindicatos da indústria apontados como falsos nas investigações estariam envolvidos em supostas fraudes na criação das entidades. Para ele, os sindicatos estão devidamente regularizados.

O juiz Leonardo Soares, da 5ª Vara Federal de Macapá, no entanto, entendeu que a defesa não apresentou fatos novos, e que “não está em discussão a regularidade formal dos sindicatos supostamente utilizados pela organização criminosa, mas sim, o fato de que foram constituídos por meio de documentos supostamente falsificados”.

O Ministério Público Federal, que se posicionou contra a revogação, afirma que conversas interceptadas revelam que o advogado mantinha contato com os presidentes dos sindicatos, e que não se limitava à orientação jurídica.

“No dia 27 de maio de 2019, um dia antes da operação, José Enoilton trocou mensagens com o contato Marcelo Vidro das quais extrai-se que ele confeccionava diversos documentos para legitimar a participação dos sindicatos na Fieap [Federação das Indústrias do Amapá] e estava atuando de forma ativa para viabilizar a realização de eleições antecipadas e permitir a volta do grupo de Jozi e Josevaldo Araújo à direção da federação”.

A ex-deputada federal Jozi Araújo está foragida desde o dia 28 de maio, quando a PF deflagrou a Operação Sindicus. A ação tinha ordens de prisão para a ex-parlamentar, o advogado José Leite e presidentes de sindicatos da Indústria no Amapá.

O grupo é acusado de usar documentos falsos para criar sindicatos para dar maior de votos na próxima eleição da Federação das Indústrias do Amapá (Fieap). O objetivo seria eleger, pela segunda vez, Jozi Araújo. No ano passado, ela não conseguiu renovar o mandato de deputada.

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