“Jeito Tucuju” foi composta para responder ofensas ao Amapá, revela autor de livro

˜Então, foi assim?”, obra sobre a música amapaense, foi lançada na noite de sexta-feira (24), na Floriano Peixoto, no Centro de Macapá
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Por MARCO ANTÔNIO P. COSTA

O escritor paraense, radicado em Brasília, Ruy Godinho (foto de capa) e a Prefeitura Municipal de Macapá lançaram na tarde desta sexta-feira (23) o livro “Então, foi assim? Compositores amapaenses”, que conta parte da história da música amapaense.

Para o livro, foram selecionadas 40 canções de diversos músicos amapaenses e foi contada a história de como cada uma delas foi composta.

“Jeito Tucuju”, por exemplo, uma composição de Val Milhomen e Joãozinho Gomes, que ficou famosa na voz da intérprete Patrícia Bastos, partiu do incômodo do compositor Val Milhomen com um conhecido de outro estado residente em Macapá, que só exaltava os problemas que temos por aqui.

Prefeito Clécio Luís, ao lado do autor da obra, Ruy Godinho e do escritor e compostor Fernando Canto. Fotos: Marco Antônio P. Costa/SN

Ao chegar na reinauguração do Trapiche Eliezer Levy, encontrou o amigo e parceiro e Joãozinho com quem dividiu o incômodo causado pelas duras palavras anti-amapaenses feitas pelo interlocutor em comum.

E ali mesmo, na frente do Rio Amazonas, começaram a compor ˜Jeito Tucuju” e a falar sobre o entender de ser do povo do Amapá ao transbordar de tanto amor ao ver o majestoso “rio-mar”.

Essa é uma das histórias que consta no livro, que é uma iniciativa da prefeitura e, especialmente do Prefeito Clécio Luis, que na década de 90 trabalhou como produtor musical e assina a apresentação da obra.

“Esse resgate musical é fundamental pra gente ir formando nossa identidade cultural. Estamos apresentando uma obra muito importante, que tem que chegar às nossas crianças, ao público mais jovem e ir reafirmando nosso lugar. Estou feliz de poder contar com a parceria do Ruy para realizar este trabalho”, declarou o prefeito Clécio Luis.

Clécio Luís: resgate é fundamental para formar memória de nossa cultura

O livro foi financiado pela prefeitura e não será comercializado, ficando à disposição das escolas públicas, artistas e pesquisadores que queiram trabalhar as identidades amapaenses e regionais contidas em nossa música.

“É impressionante a riqueza da música amapaense, tanto que hoje sinto a responsabilidade de ser um pouco porta voz de tão rica obra. O livro traz 40 histórias de 40 composições marcantes do estado. A escolha dessas canções foi feita por uma enquete, porque eu não queria ter essa responsabilidade. Cada compositor, artista que eu entrevistei, algo em torno de 60 pessoas, eu fui pedindo para me falarem 10 músicas que não poderiam ficar de fora, daí surgiu essa seleção fantástica˜, contou o autor Ruy Godinho.

O livro levou mais de um ano para ficar pronto entre a pesquisa e a produção do material. Como o livro tem financiamento público, que ficou por conta da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult), ele estará disponível em diversos aparelhos públicos, como a Biblioteca Estadual Elcy Lacerda, no centro de Macapá.

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