Marcha lembra casos de violência contra mulheres em Calçoene

A Marcha das Dulces foi criada depois do assassinato de uma trabalhadora rural que deixou sete filhos
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Da REDAÇÃO

Dezenas de mulheres do município de Calçoene, cidade a 366 km de Macapá, foram para as ruas lembrar dos casos de violência doméstica na região. Desde 2010, elas realizam a Marcha das “Dulces”.

O ato é inspirado na história da trabalhadora rural Maria Dulce Mendes dos Santos. Ela era viúva, negra, e tinha 52 anos quando foi assassinada por um desconhecido, em 2009. Ela tinha estudado somente a quarta série do ensino fundamental, e deixou sete filhos. Até hoje, o assassino não foi identificado.

No primeiro semestre deste ano, segundo dados da Coordenadoria Municipal de Mulheres, foram registrados 15 casos de violência doméstica. O último feminicídio ocorrido no município foi em 2017, no Distrito do Lourenço, a 57 km da sede do município.

Mulheres vestiram lilás. Fotos: PMC/Coordenação Municipal de Mulheres

Aula de zumba na principal praça da cidade

“Recebemos muitas denúncias e nós também continuamos cruzando as informações com os órgãos que integram a Rede de Atenção a Mulher (RAM), como unidades de saúde, a delegacia e os centros de referência em assistência social”, informou a coordenadora Municipal de Mulheres, Nilzângela Alves.

 

Cerca de 50 mulheres de movimentos sociais participaram da Marcha das Dulces, que percorreu aproximadamente dois quilômetros de ruas do Centro da cidade.

Durante o percurso, elas distribuíram folhetos educativos e estavam vestidas de lilás. A programação acontece no “Agosto Lilás”, mês em que a Lei Maria da Penha completa aniversário (dia 7).

O ato terminou na principal praça de Calçoene com uma aula de zumba.

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