Randolfe atuou com procuradores para impedir que Gilmar soltasse presos

Mensagens publicadas pelo Portal UOL demonstram que, a pedido dos procuradores, o senador ingressou com ação
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Por SELES NAFES

Um senador do Amapá entrou na série de reportagens que parte da chamada “grande imprensa” vem publicando com base em mensagens trocadas entre procuradores da Lava-Jato e o ex-juiz Sérgio Moro. Nesta quarta-feira (7), o site UOL divulgou que o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) teria atuado com procuradores para impedir que o ministro Gilmar Mendes soltasse presos por corrupção.

O UOL define a participação da Rede Sustentabilidade no episódio como um “laranja” para ingressar com uma ação de arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF). O objetivo era impedir que Gilmar decidisse sobre casos em que ele não era o juiz.

Com base em mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil, o UOL afirma que os procuradores queriam neutralizar Gilmar Mendes, mas precisariam driblar a limitação de poderem atuar apenas em primeira instância.

Apenas um pequeno grupo pode interpelar ministros do STF, entre eles representantes do Congresso. O UOL confirmou que a Rede ingressou com a ação em outubro do ano passado.

Dias antes, Gilmar Mendes tinha decidido de ofício, ou seja, sem ninguém provocar o Judiciário, soltar o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) e outros 13 investigados. Numa das mensagens, Deltan Dalagnol teria dito aos colegas que Randolfe “super topou”.

Contudo, em novembro, a ministra Carmem Lúcia arquivou a ADPF.

Ministro tinha soltado acusados sem ter sido provocado

Militância

O senador enviou nota ao Portal SelesNafes.Com onde afirma que possui militância “judicial e legislativa conhecidas no campo do combate à corrupção”, e que para isso conta com colaboradores nas mais diversas instituições que sempre dão sugestões.

No caso citado pelo UOL, Randolfe disse que a decisão de Gilmar Mendes teria burlado regras de sorteio de relatoria no STF.

“Repudiamos essa decisão, que causou enorme embaraço ao Tribunal, por convicção de que ela reflete uma postura de leniência com corruptos poderosos e não um compromisso autêntico com o devido processo legal: o ajuizamento da ADPF nº 545 se deu exclusivamente por este motivo”.

Randolfe diz que submete sugestões de colaboradores a “rigoroso crivo”

Randolfe afirma que o ajuizamento ou não de ações sem seu mandato passa por um rigoroso crivo político interno, e que o partido jamais será um mero porta-voz de quem quer que seja.

“O combate à corrupção é uma agenda de Estado e das instituições, não de personagens”.

“Não defendo que os fins justificam os meios, como parece defender arduamente o ex-juiz e hoje ministro de Bolsonaro, Sérgio Moro”.

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