Detento do Amapá usava falsa filha para aplicar golpes

Polícia indiciou o criminoso, que cumpre pena e responde por outros crimes
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Por SELES NAFES

O golpe do falso comprovante de depósito bancário continua sendo aplicado em Macapá, com muita gente caindo nesse tipo de artimanha, apesar de todos os avisos da Polícia Civil do Amapá. Nesta sexta-feira (20), um detento que cumpre pena no Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) foi indiciado por comandar um esquema desses.

Wellington Araújo, de 38 anos, que se identifica como representante comercial, cumpre pena por roubo, e responde a vários processos por roubo, roubo qualificado, receptação e falsificação de documento público.

O golpe funcionava assim, segundo a Polícia Civil: do Iapen, o detento entrava em contato com pessoas que estavam vendendo objetos pela OLX, e manifestava interesse em comprar.

Contudo, no dia de concretizar o negócio, ele alegava ao anunciante que estava em outra cidade e de “plantão”, mas que mandaria a “filha” dele para receber o objeto.

A falsa filha foi identificada como Aline Picanço Paranhos, de 19 anos. Num dos golpes, ela aparece recebendo o objeto, um televisor. Ao entregar o aparelho, a vítima recebeu simultaneamente, pelo WhatsApp, um falso comprovante de depósito. Só mais tarde, ao conferir a conta, é que a pessoa percebeu que havia sido enganada.  

Wellington Araújo cumpre pena por assalto. Fotos: Polícia Civil do Amapá/Divulgação

O caso foi investigado pela 6ª Delegacia de Polícia da capital. Aline Paranhos foi identificada por meio de imagens de circuito de segurança no local onde ocorreu a entrega do aparelho.

Os dois foram indiciados por estelionato, que tem pena que chega a cinco anos de reclusão.

“A principal arma contra esses crimes é a conscientização. As pessoas só podem entregar os objetos após a confirmação da compensação do dinheiro em sua conta bancária. Apenas receber o comprovante em aplicativo de texto é perigos”, avisa o delegado Leandro Leite, da 6ª DP.

Motorista do carro vermelho

A polícia quer saber ainda quem foi o motorista do carro vermelho que conduziu Aline até o local do golpe. Em depoimento, Wellington Araújo não respondeu a nenhuma das perguntas.

Já Aline, disse que o motorista teria ficado com o aparelho, depois de deixá-la no conjunto Boné Azul, na zona norte de Macapá. Até agora o aparelho não foi recuperado.

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