Senado recebe exposição “Amapá: Onde os hemisférios se encontram”

Presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, fala das características do amapaense durante a Exposição Amapá, onde os hemisférios se encontram
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NOTA DO EDITOR

No próximo dia 13, o Amapá vai comemorar 76 anos de emancipação do Estado do Pará com a criação do Território Federal. Uma exposição organizada pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM), conta um pouco dessa história por meio da cultura.

A exposição “Amapá: onde os hemisférios se encontram”, foi montada no Senado Federal e foi aberta ao público nesta terça (10).

Por DAVI ALCOLUMBRE, presidente do Congresso Nacional

Emoção não tem geografia, poesia não tem fronteiras, sentimento não precisa de razão. Sou filho do Amapá e neto de marroquinos que deixaram o deserto para desembarcar na floresta, às margens do rio Amazonas, em busca de oportunidades de vida, e lá constituíram família, trabalharam, contribuíram para a formação da cultura local e deixaram raízes que continuam frutificando.

Por isso, para mim, é um privilégio, uma honra e uma dádiva, na condição de presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, apresentar a Exposição AMAPÁ, ONDE OS HEMISFÉRIOS SE ENCONTRAM – COMEMORAÇÃO DOS 76 ANOS DO TERRITÓRIO.

Há 76 anos, desmembrado do Pará, “o lugar da chuva”, do tupi “ama” (chuva) + “paba” (lugar), deu origem ao Território Federal do Amapá, que foi elevado à condição de Estado com a Constituição Federal de 1988.

Temos o sotaque chiado, gingado e malemolência à prova de ‘Marabaixo’. Somos índio, negro, ribeirinho, imigrante e nativo.

Exposição tem adereços e instrumentos usados no Marabaixo. Foto: Divulgação

Marabaixo, principal manifestação cultural do Amapá.. Foto: Acervo da Nação Marabaixeira

Somos acolhedores, observadores e trazemos, da floresta, a ancestral sabedoria da natureza que nos cerca. É como se o amapaense já nascesse sabendo que os nossos maiores mestres de filosofia são os nossos pés, e por onde caminhamos; as nossas mãos, e o que construímos; os nossos olhos, e para onde os nossos corações alcançam.

Arrisco dizer que nada se compara à vocação do amapaense para acolher o outro.

É um povo generoso e destemido, que lutou contra aventureiros e corsários do passado e pelo desbravamento de um território vasto e inóspito, mas que cultivou uma ternura permanente a embalar suas ações, aspirações e sonhos no presente. O amapaense é, antes de tudo, uma gente que tem vocação para a felicidade.

Exposição começou nesta terça, 10

Fortaleza de São José, construída pelos portugueses no século 18. Foto: Seles Nafes

Comércio tradicional de Macapá. Ao fundo, Rio Amazonas

Espero que as belezas regionais aqui expostas (no Senado) inspirem os brasileiros a conhecerem melhor o Amapá, nossa gente, nossa cultura, nossa culinária maravilhosa, e que isso tudo propicie um olhar mais acurado para as potencialidades de uma jovem Unidade da Federação, mas com umas das mais ricas histórias de voluntarismo para ocupação de seu território, para ser brasileiro, de superação e aspiração para conseguir alcançar um novo patamar de desenvolvimento, mais inclusivo e justo.

Torço e trabalho muito para que o Amapá viva uma nova era de prosperidade. E desejo que cada um dos filhos daquela terra, de nossa terra, molhada pela água que vem dos céus e pela água que vem do rio, possa brilhar, triunfar e encantar o mundo, com a riqueza e abundância de nossos mistérios, belezas, virtudes e veias abertas de sentimento.

Viva o nosso Amapá!

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