“Matemática não é bicho papão, tem que ter estratégia”, diz professor no “Aulão do Enem”

Revisão de matemática, química e biologia foi a última antes do exame no domingo (10)
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Por MARCO ANTÔNIO P. COSTA

Na tarde desta quinta-feira (7), a Central do Enem, programa da Secretaria Estadual de Educação (Seed) realizou a última aula de revisão antes da prova final, que será no domingo (10). Mais uma vez, cerca de 5 mil estudantes, lotaram o Estádio Milton Corrêa de Souza, o Zerão.

Para muitos alunos, essa segunda prova que engloba disciplinas como biologia, química, física e matemática é mais difícil que a primeira prova, especialmente por causa da matemática.

Evelyn Cardoso quer cursar direito e a amiga Letícia Costa psicologia. Fotos: Marco Antônio P. Costa/SN

É o caso das amigas Evelyn Cardoso, de 26 anos, e Letícia Costa, de 19 anos, ambas estudantes da Escola Estadual Nilton Cardoso Balieiro, no bairro Marabaixo 3, zona oeste de Macapá.

Evelyn está retornando aos estudos depois de se casar e ter três filhas, então o Enem tem um gosto especial de superação e de recomeço. Já Letícia tenta o exame pela primeira vez e com ele toda a esperança de um futuro pela frente.

Estudantes ganharam massagem…

 

… para aliviar a tensão

O que há de comum nas duas colegas é o fato de acharem que a matemática é o grande obstáculo que deve ser superado antes de chegarem ao sonho de cursarem direito e psicologia, os cursos que estão nos primeiros planos de cada uma, respectivamente.

Dicas do professor Antônio Buraslan

Com 20 anos de carreira, o professor Antônio Buraslan passou dicas valiosas para a prova. Segundo ele, é necessário desmistificar a matemática como sendo um “bicho papão”, mas também é necessário fazer a prova com muito estratégia.

“Essa prova de domingo é uma prova de estratégia. Porque é uma prova cansativa, envolve cálculo, envolve raciocínio lógico, são 90 questões e 45 são de matemática. O aluno não pode desafiar a questão. Ele tem que pegar as questões fáceis, ganhar tempo e começar a ganhar auto confiança na prova. Depois que ele parte para as médias e, por fim, as mais difíceis. É importante deixar meia hora final para passar as respostas para o cartão respostas e não deixar nenhuma questão em branco”, declarou o professor de matemática Antônio Buraslan.

Maria Goreth Sousa (Seed): Central do Enem é política pública de inclusão

Sentimento de missão cumprida

A secretária estadual de Educação, professora Maria Goreth Sousa, declarou que os dois aulões realizados no estádio Zerão, coroam a Central do Enem.

“Estamos muito felizes, pois depois de um ano inteiro podemos afirmar que fizemos em 2019 um grande salto na Central do Enem, é política pública de inclusão mesmo, com os melhores professores do Estado, com participação de vários municípios, atingindo e apoiando os estudantes da rede pública que mais necessitam. Estamos com o sentimento de missão cumprida”, disse a secretária.

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