“Políticas de saúde sexual a deficientes devem melhorar”, diz professor cego

Tema é abordado em workshop na Universidade Estadual do Amapá. Atividade é aberta ao público e vai até a sexta-feira (8)
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Por RODRIGO ÍNDIO 

Jodoval Farias da Costa (foto de capa), de 44 anos, é cego e professor de Educação Especial da rede estadual desde 2006 e sabe bem sobre as dificuldades enfrentadas por esse público. Nesta quinta-feira (7), ele participou do “Seminário sobre acessibilidade às políticas de saúde sexual e reprodutiva”.

Para ele, tratar esse tema é bastante relevante, primeiro pela variedade e diversidade desse grupo onde cada qual tem uma especificidade de atendimento próprio diferenciado. Outra questão é a própria motivação, já que é um público que tem que ir atrás para participar desse tipo de ação.

“Discutir sobre esse tema de saúde sexual, DST’S, prevenção e muito mais, é algo que diz respeito à pessoa com deficiência porque antes da deficiência, são pessoas que sofrem todas as influências, que tem todas as repercussões corporais e libidinosas. Então é algo que precisa ser debatido”, avaliou.

Participantes buscam estratégias para melhorar comunicação com o pública que precisa de serviços de acessibilidade. Fotos: Rodrigo Índio/SN

Para o professor, o grande desafio do Seminário é encontrar um caminho de como estabelecer um canal de comunicação e a partir desse canal poder trabalhar todas essas informações. Ele explica que é um desafio para a pessoa com deficiência ter acesso às políticas de saúde sexual e de prevenção.

“É algo que precisa ser feito com urgência e as pessoas estão aí, infelizmente, se infectando, se contaminando sem orientação e aquelas que precisam dos serviços às vezes não tem o atendimento adequado pela falta de condições nesse atendimento de como fazer a abordagem. A gente conseguindo concluir isso e encaminhar, vai ser um ganho muito grande”, finalizou.

Profissionais da saúde, educação com pessoas com necessidades especiais participam do workshop

O evento realizado pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) acontece durante a quinta, 7, e sexta-feira, 8, na Universidade Estadual do Amapá (Ueap), durante o turno da manhã.

A atividade é aberta à sociedade, e participam usuários de ferramentas de acessibilidade, além de gestores de órgãos públicos da educação, saúde e comunidade acadêmica.

Zeildes Paiva (SVS): ouvindo o público sobre a melhor forma de acessar insumos

Dentro da programação, os grupos de trabalho estão apresentando propostas para facilitar o acesso às políticas de prevenção no Amapá.

Zeildes Paiva, coordenadora Estadual IST/HIV/Aids Hepatites Virais da SVS, convida a população para participar da programação.

“É continuação de um evento que ocorreu em 2017. Nós queremos sair desse novo evento com a sugestão de insumos que as pessoas vão dizer como melhor acessar. A partir dessa fala deles nós vamos transformar em relatoria e levar junto ao Ministério da Saúde para provocar a produção desse material e voltar para a sociedade. Então que todos participem, é importante”, ponderou.

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