Polícia devolve fiança de mulher agredida durante abordagem

Eliane Espírito Santos durante protesto ontem (22): Delegado também retirou indiciamento após ver imagens da abordagem que terminou com agressões
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Por SELES NAFES

A Polícia Civil do Amapá devolveu o dinheiro da fiança paga pela pedagoga agredida por um policial militar durante abordagem no último fim de semana, em Macapá. O delegado Leonardo Alves comunicou a restituição dos valores à Delegacia Geral de Polícia, e o ato foi comunicado oficialmente na manhã desta quarta-feira (23), à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

O dinheiro foi devolvido no dia 20 (domingo), durante procedimento no próprio Ciosp do Pacoval. O termo de devolução foi assinado pelo delegado, pela pedagoga Eliane Espírito Santos da Silva e pelo marido dela, Tiago Costa da Silva, ambos presos em flagrante por desacato a policiais militares.

Foram devolvidos R$ 800 de cada um deles, e o delegado Leonardo Alves também decidiu retirar o indiciamento “após tomar conhecimento pelas redes sociais e demais meios de comunicação de imagens de supostas agressões praticadas por policiais militares”.

A devolução dos valores ocorreu na esteira da repercussão do vídeo com as imagens das agressões, que incluem uma rasteira e um soco no rosto durante a tentativa de retirar o celular da pedagoga. Por volta das 21h30min, da última sexta-feira (18), ela filmava a abordagem ao marido e ao irmão dela (que já tem passagem por tráfico de drogas).

Ontem, no protesto “Vidas Negras Importam”, na frente do comando da PM, Eliane disse ao Portal SelesNafes.Com estar sofrendo uma campanha difamatória nas redes sociais.

Secretário de Segurança Carlos Souza sobre opiniões apressadas: todos perdem. Foto: Rodrigo Índio

Hoje, o secretário de Segurança Pública do Amapá, coronel Carlos Souza, também lamentou o ocorrido, assim como a pressa das pessoas em julgar personagens de ambos os lados da história.

“Estão crucificando os policiais e também a mulher. Também existem pessoas nas redes sociais tentando justificar as agressões, e começam a entrar numa guerra pessoal de opiniões. Isso é ruim para todo mundo. Quem se manifesta agora normalmente se perde porque não tem elementos. Vai ter apuração e relatório. Os fatos estão sendo apurados”, comentou o secretário. 

O comando da PM afastou os policiais enquanto a Corregedoria da PM apura os fatos. A instituição reforçou que o objetivo da corporação é sempre combater a criminalidade prezando pela dignidade e o respeito às pessoas.   

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