Policial penal que matou em festa senta no banco dos réus

Velório do promotor de vendas Elison Miranda, em janeiro de 2019: MP afirma que vítima foi morta sem chance de defesa
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Por OLHO DE BOTO

O policial penal Glauber Trindade Gibson será submetido a julgamento, nesta segunda-feira (23), em júri marcado para iniciar às 8h30, pelo homicídio do promotor de vendas Elison Miranda Cardoso, de 26 anos. Ele foi assassinado em 27 de janeiro de 2019, no município de Itaubal, a 112 km de Macapá.

A ação penal oferecida pelo Ministério Público foi aceita pelo juiz Luiz Carlos Kopes Brandão, da Vara Única de Ferreira Gomes, também responsável pelos processos de Itaubal. Para o magistrado, existem indícios e provas para que o réu seja submetido a julgamento por homicídio qualificado. O júri será em Ferreira Gomes.

Segundo o inquérito criminal, Gibson assumiu o risco de matar ao atirar contra o jovem que se divertia em uma festa, em meio a um grupo de pessoas na comunidade do Carmo do Macacoari, distrito de Itaubal, localizado a 14 km da sede do município.

Para o MP, o “denunciado, de maneira livre, consciente e voluntária, e por meio de disparos de arma de fogo, matou Elison Miranda, por motivo fútil e de surpresa, e feriu Jaqueline Correa Santos”. O policial alegou no processo que agiu em legítima defesa, pois estava cercado por várias pessoas e foi agredido.

Mas, segundo a denúncia, durante a festividade, o policial penal passou a provocar Elison e seus amigos. A princípio, o promotor de vendas evitou confusão, e ofereceu uma latinha de cerveja ao policial, que, por sua vez, não gostou da gentileza e bateu na mão da vítima, derrubando a latinha no chão.

Elison Miranda foi morto com dois tiros. Foto: Reprodução

Indignado com isso, Elison teria desferido um tapa no pescoço de Glauber. E ele, em revide, sacou sua arma da cintura e, com intenção de matar, disparou várias vezes em Elison, que estava em meio à multidão e foi atingido com dois tiros, um no abdômen e outro na face. 

Os disparos também acertaram duas mulheres que estavam na festa, uma delas foi Jaqueline, ferida no joelho. Já a outra mulher baleada na coxa não foi identificada.

Após os disparos, o policial penal fugiu levando consigo a arma que ele usava. Elison foi socorrido ao posto médico da cidade, mas não resistiu aos ferimentos.

Semanas depois do assassinato, o policial foi preso preventivamente e encaminhado ao Centro de Custódia do Bairro Zerão, onde segue aguardando julgamento.

Seles Nafes
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