Patrícia fala em ‘maldade e trapaça’ após cassação de diploma por compra de votos

Suplente cassada diz que recorrerá para continuar elegível
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Por SELES NAFES

A suplente cassada de deputado federal e ex-secretária da Assistência Social de Macapá, Patrícia Ferraz (Podemos), usou as redes sociais, na manhã desta quinta-feira (7), para se manifestar acerca da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AP) que a tornou inelegível por 8 anos.

“Venho manifestar minha profunda tristeza e descontentamento com a decisão proferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá”, disse ela no início de uma nota postada em seu perfil no Facebook.

Patrícia continua o texto alegando que sempre fez um trabalho honesto e transparente, dentro da legalidade, e que condena “todo e qualquer ato de maldade e trapaça”.

“O projeto social que eu participei com o objetivo de levar atendimento odontológico às pessoas em vulnerabilidade seguiu todas as determinações do TRE e funcionou enquanto pôde, respeitando as regras do período de eleição. Portanto, não caberia agora uma outra interpretação de inconformidade com a lei”.

Ontem (6) à noite, por unanimidade, o tribunal concluiu que Patrícia criou o projeto Dentistas do Bem com o único objetivo de atender pessoas carentes em troca de votos para as eleições de 2018, quando concorreu a deputada federal.

Mapas de combustíveis, planejamento de campanha, cadastros de títulos eleitorais, R$ 40 mil e celulares (com diálogos sobre vantagens a eleitores) foram apreendidos pela Polícia Federal, em agosto de 2018. As provas foram apresentadas junto com depoimento de testemunhas e acusados pelo Ministério Público Eleitoral, autor dos dois processos julgados conjuntamente pela corte.

Nota postada pela suplente cassada eu seu perfil no Facebook

Ao analisar os autos, o relator e desembargador João Lages deixou claro que o projeto tinha o objetivo de captar votos por meio de atendimentos a famílias carentes e favores a estudantes de odontologia. O voto foi seguido por unanimidade, condenando Patrícia por captação ilícita de votos e abuso de poder econômico. Além de tornada inelegível, ela foi multada em pouco mais de R$ 5,3 mil.

Patrícia foi acusada de criar e bancar projeto de assistência odontológica em troca de votos. Foto: Reprodução/Facebook

Patrícia, que é cirurgiã dentista, se defende afirmando que luta para ajudar quem não tem acesso a direitos básicos na rede de saúde.

“Respeito a decisão tomada pelo TRE, mas jamais deixarei de lutar contra a injustiça cometida que procurou afetar não somente o meu trabalho, mas a imagem e a credibilidade que construí ao longo de minha vida profissional e política”.

“Tenho fé de que esse é só mais um obstáculo a ser vencido. Certamente, irei conseguir provar junto ao Tribunal Superior Eleitoral que tudo não passou de um terrível e triste engano, mantendo-me elegível para o pleito que se aproxima”.

Seles Nafes
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