Após 5 shows cancelados pela Secult, Zé Miguel se queixa de perseguição

Artista alega estar sendo alvo de perseguição política. Zé Miguel está entre os principais nomes da música na Amazônia.
Compartilhamentos

Por RODRIGO ÍNDIO

O cantor, compositor, escritor e produtor musical amapaense, Zé Miguel, utilizou as redes sociais para fazer um desabafo. O artista alega estar sendo alvo de perseguição política após ter cinco shows cancelados pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Zé Miguel está entre os principais nomes da música na Amazônia, com valorização dos ritmos regionais, como o batuque e o marabaixo, elementos marcantes da cultura afro no Amapá. Tem mais de 30 anos de carreira musical.

Num vídeo postado no Facebook na terça-feira (19), o músico diz estar credenciado no edital da Secult desde o ano passado. Porém, ele só recebe notícias de que seus shows vêm sendo sistematicamente recusados. O motivo, segundo ele: integrar outro grupo político.

“Desde o final do ano passado que meu show é sempre solicitado por alguns lugares, algumas prefeituras, enfim. E a Secult recusa. Eu tenho conhecimento pelo menos de quatro vezes que isso aconteceu. Mas o que aconteceu agora mais recente foi mais grave”, diz o cantor na postagem.

Cantor desabafou nas redes sociais. Foto: Reprodução

Segundo o artista, na semana passada, a Secretaria de Cultura do município de Ferreira Gomes entrou em contato e lhe perguntou se estava credenciado junto à pasta cultural estadual. Com a resposta positiva, conforme Zé Miguel, a prefeitura do município entrou em contato com a Secult e solicitou o show do músico para a programação do Araguari Verão.

“Aí deu tudo certo. A Secult aceitou. Retornaram o contato e a gente começou a organizar a ida para Ferreira Gomes. Isso foi semana passada. Quando foi hoje, pela manhã, acordei com a notícia de que meu show foi cancelado e procurei saber. A alegação da Secult é de que não tem orçamento”, conta.

Zé Miguel desabafou.

Zé Miguel está entre os principais…

… nomes da música na Amazônia. Fotos: Arquivo Pessoal

“Acho muito estranho, é a 5ª vez que isso acontece. Que solicitam o show, nunca dá, sempre tem uma desculpa. Isso tá me parecendo mais perseguição política do que mais outra coisa. Sinceramente isso me deixa muito triste, acho que não mereço esse tipo de coisa”, acrescentou.

Ao portal SelesNafes.com, o artista disse que acredita que pode ter mais transparência de seleção dos artistas e democratização de acesso aos recursos para que todos de diversos segmentos sejam prestigiados.

Shows de Zé Miguel valorizam os ritmos regionais, como o batuque e o marabaixo, elementos marcantes da cultura afro no Amapá

“Busco, com esse desabafo, é que a administração pública de cultura tenha com a produção local um devido respeito, um devido olhar. O que aconteceu comigo acabou trazendo à tona muitas reclamações de outros artistas que estão passando pela mesma circunstância. Não se pode fazer esse tipo de coisa, de perseguição, de descaso”, finalizou.

A reportagem pediu esclarecimentos à Secretaria Estadual de Cultura (Secult) pela manhã. Contudo, até o momento da publicação da matéria, a pasta ainda não havia dado retorno.

Seles Nafes
Compartilhamentos
Insira suas palavras de pesquisa e pressione Enter.
error: Conteúdo Protegido!!