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    Após vender casa para tratar sequelas de acidente, mulher descobre câncer avançado

    Ao procurar tratamento após acidente, ela descobriu que tem câncer em estágio avançado
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    Por ANDRÉ SILVA

    A auxiliar de serviços gerais, Maria Ezeli Correia da Silva, de 53 anos, descobriu que estava com câncer enquanto tratava um outro problema de saúde ocasionado por uma queda que sofreu durante o trabalho.

    Para curar as sequelas do acidente, ela precisou se desfazer do único patrimônio que tinha: a sua casa própria. Hoje vive com uma das filhas e sobrevive com o benefício que recebe do INSS.

    Ezeli vem de uma família muito humilde de seis irmão. Ela morava com os pais no município de Chaves, no Pará, até os 10 anos, quando ficou órfã de pai.

    Sem trabalho na cidade natal, a mãe dela decidiu vir ao Amapá em busca de melhores condições para família. Aqui, a matriarca passou a trabalhar como lavadeira. Para ajudar no sustento dos irmãos mais novos, Ezeli, aos 12 anos, arregaçou as mangas e se empregou em uma casa de Macapá, onde trabalhou como empregada doméstica.

    Atualmente, Ezeli não caminha, precisa de ajuda para ir ao banheiro. Fotos: Divulgação

    “Eu não podia deixar a minha mãe trabalhar sozinha”, lembrou.

    Aos 15 anos casou, e, assim como a mãe, teve seis filhos. O marido do primeiro casamento faleceu, assim como o do segundo também. Desde então, passou a ser a única fonte de recursos dos filhos.

    Há 22 anos ela trabalha em um shopping de Macapá, onde sofreu uma queda durante o serviço, em agosto de 2022. No acidente de trabalho, fraturou a perna direita e lesionou a coluna.

    “Estava limpando a praça [de alimentação]. Após cair, senti que me prendeu tudo. Fiquei parada, não conseguia me mexer. O encarregado me liberou do trabalho e fui atrás de tratamento”.

    O tratamento, que incluía exames, consulta, medicações, transporte e alimentação específica, era altamente dispendioso. Sem os recursos necessários, a única solução encontrada pela auxiliar de serviços gerais foi vender a casa que tinha no Bairro Pantanal, zona norte de Macapá. um comprador pagou R$ 35 mil pelo imóvel.

    Imagens da tomografia …

    …confirmaram a existência do tumor

    Todo o dinheiro, segundo ela, foi destinado ao tratamento pós-queda. Mas, além das consequências do acidente, outro problema – muito mais grave – foi descoberto.

    “Todo o raio x que a gente fazia, aprecia o desvio na coluna, o que eles chamam de bico de papagaio. Mas quando a gente foi em um outro médico e ele bateu o olho no mesmo exame que os outros médicos viram, ela disse que eu tinha realmente um desvio na coluna, mas tinha mais uma coisa: um tumor”, lembrou.

    O novo médico solicitou mais exames. E uma tomografia com contraste confirmou a suspeita.

    “Aí, apareceu. Ele disse que estava saindo do seio e se espalhando pelo pulmão e para a coluna. Perguntei se tinha jeito. Ele disse que, talvez, a quimioterapia, mas ele iria me encaminhar para um especialista”.

    Já na Unidade de Oncologia do Amapá (Unacon), ao tocar o seio de Ezeli, a mastologista percebeu um caroço, mas para ter certeza do que se tratava, precisa fazer uma biópsia.

    “Ela disse que aqui não tem radioterapia, que poderia ser a única solução. Mas para ter certeza de que tratamento passar, ela precisa da biópsia”.

    Segundo Ezeli, na rede pública esse tipo de procedimento está suspenso. E na rede particular custa R$ 1,3 mil. Mas, o dinheiro da venda da casa acabou. E agora ela pede ajuda para continuar a investigação do câncer.

    Agora ela precisa de uma biopsia

    Atualmente a mulher não anda. Para tomar banho ou ir ao banheiro ela precisa da ajuda da ajuda da filha com quem está morando no Conjunto Macapaba, depois que vendeu a casa. 

    Além da biópsia, Ezeli precisa de dinheiro para comprar comida e pagar o transporte para fazer os exames.

    Quem quiser fazer doações de valores ou entrar em contato com ela para saber mais detalhes das suas necessidades, o número (96) 99907-4395 é a chave pix e o contato telefônico dela.

    Seles Nafes
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