Rodoviários paralisam e querem que subsídio garanta salários

Paralisação reúne funcionários de duas empresas de transporte coletivo de Macapá.
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Por IAGO FONSECA

Trabalhadores do transporte coletivo de Macapá paralisaram suas atividades nesta quarta-feira (2). A categoria cobra das empresas o pagamento de salários atrasados e o cumprimento de outros direitos trabalhistas.

Reivindicam também que parte dos subsídios que as empresas recebem da Prefeitura de Macapá sejam destinados para o pagamento dos salários. O benefício é pago para as empresas como manutenção da passagem a R$ 3,70 aos usuários.

O sindicato dos rodoviários afirma que, neste primeiro dia de greve, somente os colaboradores das empresas Capital Morena e Amazontur aderiram ao movimento. Os bairros da Zona Norte de Macapá foram os principais afetados pela redução da circulação de ônibus, atendidos pelas linhas dessas empresas.

Os funcionários protestam pelo atraso de 2 meses no pagamento de salários, férias não pagas há mais de 6 meses e depósitos de FGTS. Segundo o sindicato, os trabalhadores da empresa Sião Thur possuem até quatro meses de salários atrasados.

Resultado da paralisação foi pontos de parada lotados

“A Sião Thur também tem uma ação jurídica que já deve estar em R$ 600 mil. Desde janeiro de 2023 era para estar sendo depositado sem atraso, pela justiça, então tem multa correndo”, expõe o presidente da entidade, Cristiano Souza.

Os rodoviários reuniram na noite de terça-feira (1) com prefeito de Macapá, Antônio Furlan, para tratar sobre o subsídio municipal. Conforme a administração, o prefeito informou que está realizando tratativas para elaborar projeto de lei que garanta obrigatoriamente o uso de 50% do benefício das empresas para o pagamento de salários.

Os trabalhadores participam nesta tarde de reunião com o Ministério Público do Trabalho (MPT). O encontro vai tratar das propostas disponíveis para conciliação entre os trabalhadores e as empresas. De acordo com o presidente do Sincottrap, a greve seguirá por tempo indeterminado até que a categoria aceite uma proposta.

Garagem permanece fechada

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá (Setap) argumenta que a greve é ilegal e entrou com representação no MPT contra o Sincottrap.

A organização afirma que não houve reunião entre os sindicatos patronal e dos rodoviários para discutir alternativas sobre a campanha salarial de 2023/2024.

A entidade afirma, ainda, que algumas empresas, como a Expresso Macapá, informaram que estão com salários em dia e não paralisarão suas atividades.

Seles Nafes
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