Furlan assina contrato com empresa de ônibus de Brasília

Empresa está enviando 40 veículos novos e seminovos até o fim do mês
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Por SELES NAFES

O prefeito de Macapá, Dr Furlan (Podemos), assinou contrato com a empresa Deciclo, de Brasília (DF), para operar no sistema de transporte coletivo da capital. A empresa chega para atuar com 40 ônibus na pior crise da história do transporte público da capital.

O acordo foi firmado ontem (1º) a tarde e prevê, inicialmente, 40 veículos, entre novos e seminovos, segundo informou a Companhia de Transportes de Macapá (CTMac).

“A empresa já iniciou o transporte dos primeiros 15 veículos, que deverão chegar em Macapá no fim da próxima semana”, explicou neste sábado (2) o diretor da CTMac, Paulo Barros.

A empresa se credenciou numa chamada pública feita pela CTMac, depois que as empresas locais conseguiram barrar na justiça, mais uma vez, a realização de um processo licitatório.

Em toda a história de Macapá, nunca houve um processo licitatório bem-sucedido. Todos os certames foram judicializados e cancelados por iniciativa das empresas locais que insistem em rodar com ônibus antigos e sem o devido contrato com o município.

Em abril, na segunda tentativa de realizar uma licitação, o processo deu “deserto” com a eliminação de todas as empresas por problemas com a documentação. Uma delas, a Expresso Marco Zero, conseguiu uma liminar que impede a prefeitura de organizar um novo certame.

Em agosto, a CTMac lançou uma chamada pública, e a Deciclo foi credenciada. A meta é chegar a 180 ônibus (a real necessidade de Macapá), contando com as empresas locais que puderem se credenciar, até que a justiça libere uma nova licitação.

“A população não pode continuar arcando com esse prejuízo. As quatro empresas locais juntas (Sião Thur, Amazon Tur, Expresso Marco Zero e Capital Morena) estão colocando no máximo 43 veículos por dia para rodar. Tem empresa com ordem de serviço para 30 carros, mas só consegue chegar a oito”, justificou Barros.  

O contrato assinado ontem foi conduzido pela Procuradoria Geral de Macapá, baseado em experiências de outras capitais que passaram por problemas semelhantes.

“O credenciamento está aberto para as empresas locais que tiverem condições de trabalhar, não vamos tirar ninguém”, acrescentou. 

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