O que a polícia já sabe sobre vídeo onde mãe sufoca criança

Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca) do Amapá.
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Por SELES NAFES

A Polícia Civil do Amapá abriu um inquérito para investigar o vídeo onde uma mulher sufoca uma criança. Após a repercussão nas redes sociais, a suspeita, de 36 anos, diz estar sofrendo ameaças de morte e culpa o ex-marido de tê-la forçado a agredir a filha.

O caso é investigado pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca). O casal viveu junto por cinco anos, mas se separou recentemente. A menina de 1 ano e 7 meses ficou com a mãe.

No fim da semana passada, começou a circular nas redes sociais um vídeo no qual a menina aparece sendo sufocada, supostamente pela mãe. Ela gravou outros dois vídeos no fim de semana negando a agressão.

“Eu nunca faria isso com a minha filha. Só quero a minha filha de volta. Por favor, acreditem em mim. Ele fez esse vídeo pra acabar com a minha vida e jogou nas redes sociais”, disse ela, acrescentando estar recebendo muitas ameaças de mortes.

A menina foi levada para um abrigo no sábado (20), por decisão do Conselho Tutelar da Zona Sul de Macapá, enquanto a polícia investiga o caso.

O ex-companheiro registrou um Boletim de Ocorrência contra a mãe da criança na última sexta-feira (19), e ela procurou a Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DECCM) no sábado. Ela já tinha uma medida projetiva contra ele.

“Os dois apresentaram versões conflitantes. A mãe disse que ele a ameaçou com uma arma na cabeça dela para gravar o vídeo com o objetivo de tirar a guarda da criança. E que ela na rua sofresse algum ataque”, contou a delegada Clívia Valente.

Em depoimento, o ex-marido negou as acusações e disse que o vídeo foi gravado pela mãe na quinta-feira (18). Ele não tem antecedentes criminais, mas a mãe, identificada apenas como Gleiciane, já responde por tráfico de drogas.

“Agora vamos fazer a parte técnica para ver se ele estava na casa dela, para saber se eles estão falando a verdade”, explicou a delegada.

Os dois já prestaram depoimentos e outras testemunhas serão chamadas.

Seles Nafes
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