Júri absolve policiais acusados de execução no Amapá

Os quatro PMs foram inocentados dos crimes de homicídio, fraude processual e abuso de autoridade
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Por SELES NAFES

Os policiais militares Adrielson Maia dos Santos, Luiz Carlos Nunes Amaral, Edson Guedes da Silva e Sebastião Santos das Mercês Filho foram absolvidos, na noite desta quarta-feira (22), depois de dois dias de julgamento no Tribunal de Júri de Macapá. A sentença foi lida por volta das 19h40 pela juíza Lívia Freitas, após decisão unânime dos jurados.

A continuação do julgamento, que começou na terça (21) durou cerca de 12h. O dia foi dedicado aos debates entre a defesa e acusação. No primeiro dia, houve bate-boca entre a advogada de defesa e a juíza que indeferiu perguntas à viúva sobre o histórico criminal da família de Wiliam Natividade, que tinha passagens por diversos crimes.

O Ministério Público do Estado e o assistente de acusação, Maurício Pereira, sustentavam que ele foi executado quando já estava rendido dentro de casa.

A defesa, conduzida pelo escritório Charles Bordallo, alegou que os policiais reagiram quando Natividade, que tinha passagens por roubo e outros crimes, teria tentado alcançar uma arma caseira sob o pretexto de que queria apenas um copo de água.

“Em vez de pegar o copo, ele pegou na arma e recebeu a justiça, que foi um tiro só. Para isso queremos a polícia, para ser jugado de uma forma injusta, cruel? Isso, sim, seria crueldade. Policiais estavam a serviço do Estado porque William estaria intimidando moradores e cobrando pedágio”, argumentou Bordalo.

Houve discussão entre juíza e advogada de defesa durante depoimento da viúva de Natividade. Foto: Reprodução

Os policiais chegaram a ser presos preventivamente na época do crime, mas foram soltos e afastados do policiamento de rua.

Os quatro foram inocentados pelos jurados de todos os crimes: homicídio, fraude processual (arma supostamente plantada) e abuso de autoridade (invasão da residência).

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