Professores efetivos e secretário são demitidos por desvio em Oiapoque

Então secretário de Educação, Antônio Rangel, está entre os demitidos do serviço público. Decisão do prefeito Breno Almeida foi publicada após sindicância interna
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Por HUMBERTO BAÍA, de Oiapoque

Depois de mais de um ano, os processos internos que investigavam denúncias de desvio de dinheiro da Educação terminaram nesta sexta-feira (31) com a publicação da demissão do serviço público de vários professores do quadro efetivo, incluindo o secretário de Educação Antônio Rangel Ribeiro da Silva. No total, foi apurado um desvio superior a R$ 3 milhões.

A maioria dos demitidos é de professores concursados, mas também há um vigilante, um agente de fiscalização ambiental e um administrador, também efetivos.

O Diário Oficial publicado ontem traz a datas de 28 e 29 de maio para as demissões, e um relatório da Comissão Processante detalhando os valores recebidos indevidamente. Não ficou claro de onde partiram as operações de transferências bancárias.

Um dos casos descritos é do professor Ângelo dos Anjos Maciel, que teria recebido R$ 333 mil em transferências ilegais, entre outubro de 2022 e agosto de 2023.

Já o então secretário de Educação Antônio Rangel, a comissão apontou que ele recebeu em conta mais de R$ 526,4 mil, entre dezembro de 2021 e outubro de 2023. Além de secretário, Rangel ocupava o cargo efetivo de professor categoria “A”, o topo da carreira do magistério.

Mas, segundo o relatório, o maior valor desviado foi parar na conta do professor José Ribamar Coelho Pereira Júnior: R$ 715,7 mil, no período de dezembro de 2021 a agosto de 2023. Ele também estava no topo da carreira.

LEIA AQUI O RELATORIO

Outros valores desviados:

R$ 412,8 mil, transferidos para a conta do professor Nazareno de Jesus da Silva Ribeiro.

R$ 293,6 mil, transferidos para o professor Rosivaldo Pereira da Silva

R$ 126 mil para o professor Fábio Pereira

R$ 100 mil para o professor Jocivaldo dos Santos

R$ 63 mil professor Gabriel Oliveira Martins

R$ 29,9 mil para o administrador Luís Eduardo dos Santos Monteiro

Breno Almeida chegou a ser afastado do cargo no ano passado. Foto: Reprodução

Os comentários na cidade é de que alguns servidores não se esforçavam para esconder o avanço patrimonial, e teriam investido em veículos e imóveis.

As demissões são assinadas pelo prefeito Breno Almeida (PRTB), que também é acusado de desvio de recursos em obras públicas. No ano passado, ele chegou a ser afastado do cargo por decisão da justiça, mas acabou retornando.

A Câmara chegou a iniciar um processo de cassação, mas uma liminar mandou suspender o procedimento, e o processo não foi julgado até hoje.

Seles Nafes
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